Dagoberto tem três opções de contrato: São Paulo, Inter e Santos

Robson Morelli

24 de agosto de 2011 | 09h55

Dagoberto negocia sua permanência no São Paulo da melhor forma possível: em alta, após um golaço num clássico com o Palmeiras. É claro que isso não determina por si só as cartas jogadas na mesa, mas tem seu valor. O atacante tem sido fundamental na campanha do time neste Campeonato Brasileiro, goste ou não o torcedor são-paulino.

É titular absoluto e ninguém sabe quando Luis Fabiano vai voltar a jogar. Já não falo mais estrear, falo voltar a jogar mesmo. Dagoberto assumiu seu lugar na equipe e tem colaborado da melhor forma possível, como dizem os treinadores.

Ocorre que ele também quer ser valorizado. Ganha perto de R$ 100 mil e pede o dobro para permanecer no Morumbi. O São Paulo vai ter de pagar. Há gente de olho no jogador. O Internacional teria oferecido R$ 200 mil de salário e mais uma bonificação para ele jogar no Beira-Rio. O técnico Muricy Ramalho, do Santos, mandou sua diretoria ir atrás de quem negocia os contratos do atleta. 

A situação é muito cômoda para o atacante porque seu acordo com o São Paulo encerra em abril do ano que vem e, pelas leis da Fifa, ele poderia fazer pré-econtrato com novo clube já em outubro. Se isso acontecer, o São Paulo, além de perder o atacante, não ganha nada na negociação. Este é um dos benefícios da criticada Lei Pelé – ela libera o atleta no fim do seu contrato de trabalho. Pouca gente entendeu isso.

O São Paulo sabe disso e vai tentar fazer de tudo para manter Dagoberto em seu elenco.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.