Daniel Alves toca na ferida que não sara no São Paulo há anos

Sob o comando de Diniz, time ainda precisa se garantir na Libertadores de 2020 na fase de grupos

Robson Morelli

29 de novembro de 2019 | 10h51

Ferida aberta… A coragem de Daniel Alves precisa ser reverenciada. O jogador do São Paulo tocou na ferida do clube. Ferida aberta há anos e que não cicatriza. A saber: a ciumeira que rola nos bastidores da política do clube. Parece que ninguém presta no São Paulo. Os que estão no poder não se entendem com os que estão fora dele. Os cardeais não conseguem mais apaziguar a gestão desse ou daquele. O presidente Leco é condenado. E já condenou também.

Bagunça política… Sem entrar no mérito de o dirigente e seus pares serem bons ou não, o que Daniel Alves pede é para que todos remem para o mesmo lado. Divergências políticas só atrapalham em meio aos mandatos. O presidente, seja ele quem for, precisa ter tranquilidade e confiança de seus próximos. Na eleição, o bicho pega. E deve pegar mesmo. Mas antes disso, o que o lateral cobra é paz para que o futebol possa sair desse buraco que se meteu há anos.

Ecos no Morumbi… As temporadas do São Paulo têm sido de fracassos retumbantes, decisões equivocadas, muitas trocas de treinadores e uma verdadeira bagunça nos bastidores. Cada um rema para um lado. Daniel Alves, apoiado por sua experiência em clubes gigantes da Europa e seleção brasileira, sem mais compromisso com nada que o faço calar, disse um monte de verdades do clube. A partir daí, alguma coisa mais drástica deve acontecer, de modo a fazer com que 2020 não seja um repeteco do que foi 2019, 2018, 2017, 2016… O grito de Daniel deve ecoar nas alamedas do Morumbi.

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