Das três expulsões, a de Neymar foi a mais inocente

Robson Morelli

07 de abril de 2011 | 10h37

Das três expulsões na Vila, a de Neymar me pareceu a mais inocente. O atacante fez um golaço, correu até  um dos camarotes que ficam na altura do gramado do estádio, pegou sua própria máscara e a colocou, de ponta cabeça mesmo. Um jeito irreverente de comemorar, típico dos garotos de sua idade e característica. Foi tudo em questão de segundos, do gol ao cartão. Marcar, correr, pegar a máscara e festejar. Segundos apenas.

Era praticamante impossível que ele lembrasse do amarelo que já havia levado aos 8 minutos de jogo, que saíria do campo e que isso é proibido pelas normas da Fifa, que já tinha amarelo e, portanto, que poderia levar o vermelho, que prejudicaria o time naquele jogo e no futuro… Não pensou em nada. Apenas em se divertir com a máscara fornecida na maior das boas vontades por um patrocinador. Foi expulso.

Ocorre que não há desculpas e justificativas para o destempero do mesmo Neymar durante a partida, dando carrinho, cometendo faltas desleais e se enroscando com os jogadores do Colo Colo. Não é a dele. Foi numa dessas situações que ele ficou pendurado. Assim como também não há defesa para o nervosismo de Zé Eduardo, que de Love ontem não teve nada. O garoto de cabelos vermelhos estava ensandecido, fora de si, querendo brigar com a própria sombra. Peitou os rivais e o árbitro até ser envolvido num empurra-empurra e ser expulso.

Mas feio mesmo fez Elano, jogador de Seleção Brasileira e de Copa do Mundo. Atirou uma toalha no gramado para retardar o jogo, fazer com que o tempo passasse. Já estava fora de campo, no banco, substituído no segundo tempo para não prejudicar o time na partida contra o Cerro Porteño semana que vem, tão importante quanto foi a da Vila Belmiro. E ganhou o vermelho. Tentou se explicar sem convencer. Três expulsões, três desfalques, três problemas para o recém-chegado Muricy Ramalho.

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