De busão para ver Romário

Robson Morelli

19 de agosto de 2009 | 09h49

Fui ontem à Livraria Cultura do Shopping Bourbon em noite de autógrafo do amigo Paulo Vinícius Coelho, o PVC da ESPN Brasil. Bola Fora, a história do êxodo do futebol brasileiro tem prefácio de Paulo Roberto Falcão, comentarista da Rede Globo e eterno Rei de Roma. Craque como Falcão não veremos nunca mais. E foi para ver outro craque que no dia 2 de fevereiro de 1995 eu, Paulo Coelho (só depois ele virou PVC) e o Vander (fotógrafo que encontrei depois de anos sem notícias nos Jogos Olímpicos da China, ano passado) tomamos um ônibus na rodoviária do Tietê com destino ao Rio. Era um domingo. Éramos solteiros e trabalhávamos na revista Placar. A ideia foi do Paulo: Por que a gente não vai ver a estreia de Romário no Flamengo? Era FlaFlu. No Maracanã. Nunca havia estado no Maracanã. A revista não trabalhava aos domingos. Por que não? E fomos. No ano do seu centenário, o Flamengo, gigante que sempre foi, conseguiu repatriar Romário. Ninguém botava fé. Romário havia ganho em 1994 a Copa do Mundo com o Brasil. Jogou muito, todos se lembram. Estava no Barcelona que também foi campeão naquele ano. O Baixo acabava de ter sido eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Incontestável. E não é que o Flamengo conseguiu contratar o cara. O Rio, ao menos a parte rubro-negra, estava agitado. E lá fomos nós para o Maracanã de busão. Que festa! As duas torcidas deram o tom. Até então nunca havia visto nada igual. Pena que Lima, um zagueiro do Flu, anulou Romário. E o jogo ficou empatado em 0 a 0. O Vander fez uma foto nossa nas tribunas que guardo com carinho até hoje.

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