Depois de 15 rodadas, Brasileirão já tem seus blocos: do título e do descenso

No pelotão cima, Atlético-MG e Palmeiras são os mais sólidos em busca do título. Na parte inferior, Joinville parece condenado

Robson Morelli

29 de julho de 2015 | 08h28

Prestes a avançar em sua 16ª rodada, o Campeonato Brasileiro vai ganhando forma, e muito provavelmente algumas definições. Na briga pelo título, por exemplo, sete clubes de um total de 20 se credenciam para lutar até a última rodada. Além dos quatro primeiros colocados (Atlético-MG, Corinthians, Palmeiras e Sport), São Paulo, Grêmio e Fluminense correm por fora e esperam tropeços dos adversários diretos. Exceto pelo time mineiro e Palmeiras, vejo os outros concorrentes em condição de igualdade. Poderia colocar o Grêmio também entre os melhores da competição, principalmente depois da chegada do técnico Roger Machado, mas o elenco não é do mesmo nível que Palmeiras e Atlético-MG.

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Das equipes que estão no pelotão da frente nesse momento, o Corinthians é quem mais patina e provoca desconfiança. Ganha seus jogos, mas apresenta um futebol sem consistência, que certamente será cobrado mais para frente. Até mesmo o Sport, que tem um grupo menor e de menos qualidade, faz melhores apresentações que o rival corintiano. Até entendo que Tite poderá resgatar nesse grupo um futebol mais vistoso e competitivo, mas até agora, e principalmente depois das saídas de Guerrero e Emerson, o poder de fogo diminuiu bastante.

Da mesma forma, São Paulo e Fluminense, apesar de terem em suas fileiras bons jogadores, ainda oscilam na competição, com tropeços em partidas em que se esperava mais deles. Ganham e perdem com a mesma facilidade, o que faz com que seus torcedores confiem desconfiando. Estão na briga, mas com ressalvas. O São Paulo ainda passa por uma reforma na concepção de atuar depois da chegada do técnico Osorio. Imagino que seu trabalho não seja para esse ano.

As 15 rodadas também mostram para o torcedor os quatro clubes ameaçados de rebaixamento. Ainda é cedo para bater o martelo dada a fragilidade de alguns outros, mas é muito difícil que Joinville, por exemplo, escape da degola. O time soma 9 pontos em 45 disputados. Tem dez derrotas. É de longe o time que mais perdeu no campeonato. Goiás, Vasco e Coritiba caminham na mesma toada, embora a equipe paranaense sempre tira forças nas últimas rodadas, empurrada por sua apaixonada torcida, para escapar. Figueirense e Santos deram uma arrumada na casa e alguns pulos para cima na tabela. Mas precisam abrir o olho. Respiram aliviados nesse momento.

Na lista dos intermediários, esperava-se mais de alguns clubes, como Cruzeiro, de Luxemburgo, Flamengo e Internacional, que até outro dia estava na ponta do Brasileiro e também na Libertadores. São times com algum potencial, mas teriam de correr muito agora, sem perder, para alcançar seus rivais da parte de cima da classificação. É difícil desbancar o pelotão de frente, que se sustenta com solidez.

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