Depois desse feriadão, não consigo mais explicar por que não tem torcedor no estádio

Depois desse feriadão, não consigo mais explicar por que não tem torcedor no estádio

Praias lotadas, bares cheios, todos, ou a maioria, sem máscara, isso sem falar dos pancadões na madrugada...

Robson Morelli

07 de setembro de 2020 | 18h42

Por WhatsApp, um amigo me perguntou qual era a diferença de ver tantas pessoas nas praias nesse Feriadão e deixar entrar parte do público nos estádios de futebol ou mesmo voltar com as aulas escolares para a molecada. A resposta é difícil, principalmente pelas imagens que todos acompanhamos nas praias e bares das principais cidades do País. Isso para não colocar na roda os pancadões que viraram madrugada em dias seguidos. FOTO: praia do Guarujá-SP

O futebol continua sem público nos estádios e sua volta está diretamente relacionada às determinações dos órgãos de saúde. No caso das escolas, as prefeituras estão liberadas para tomar decisão. Alguns lugares, as escolas particulares voltam. As públicas vão ter de esperar. Mas nesta terça, vai ter aula em cidades de São Paulo, por exemplo.

Foi difícil explicar por que o futebol não tem torcedor se comparado com o que todos viram no fim de semana e nesta segunda-feira 7 de setembro. Tanto na praia quanto no estádio, as pessoas ficam lado a lado, em grupos, ele começou. Nas praias, ninguém usa máscara, ou quase ninguém, e todos têm uma desculpa. Disse ainda que dentro do estádio é muito mais fácil manter o torcedor com máscara. Ele está sentado no seu lugar, então a fiscalização trabalha sem problema. O estádio é menor do que a praia e não há aquele vai e vem de pessoas. Na praia, o banhista tira a máscara para pegar um bronzeado por completo no rosto. Evitar as manchas. Esse problema não existe nas arenas.

Disse mais. Bem controlado, o público no estádio seria menor do que o da praia. Basta informar que apenas metade ou 1/3 do estádio será ocupado, que é cadeira sim, cadeira não, que os torcedores devem manter distância, que é preciso medir a temperatura na entrada, usar álcool em gel, que os setores de alimentação não serão abertos, que a entrada se dará por portões diferentes e horários alternados, que ninguém deve sair ao mesmo tempo…

O amigo foi me dando argumentos que não consegui rebater diante das imagens que o Brasil produziu neste Feriadão.

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