Depois do Água Santa, Corinthians pode jogar a pá de cal no Palmeiras

Time ainda pode registrar um semestre perdido, com fracassos no Estadual e na Libertadores

Robson Morelli

28 de março de 2016 | 11h26

O Palmeiras corre risco de ser rebaixado no Paulistão. Depois de 12 rodadas e faltando mais três partidas para o fim da fase de grupos, o time de Cuca, Paulo Nobre, Lucas e Dracena ocupa a última colocação da sua chave, atrás de Ituano (18 pontos), Novorizontino (18), Ponte Preta (16) e São Bernardo (16). Palmeiras é o quinto elemento, o lanterna, com 15 pontos. Ainda não está no grupo dos seis candidatos em potencial (ou sem potencial) ao descenso nesta temporada, mas ronda o Z-6 com muita ‘chance’ para entrar nele. Pelas circunstâncias do destino, a ‘extrema unção’ poderá ser dada pelo Corinthians na penúltima partida da fase classificatória, em duelo marcado para domingo, no Pacaembu. Seria o marco de um fracasso que começa na administração, passa pela diretoria de futebol até desaguar no elenco, o maior responsável por tudo, diga-se.

Antes do clássico, o Palmeiras enfrenta o Rio Claro, lanterna do seu grupo, que tem o Corinthians na ponta. Então, será duelo de lanterna contra lanterna. Mas como a pontuação é bastante próxima dentro da chave do Alviverde, uma vitória na quinta-feira poderá fazer o time respirar, claro, dependendo de outros resultados, uma vez que os times do grupo do Palmeiras encaram rivais de outros grupos. Pelo regulamento, eles não jogam entre si. Se todos os outros ganharem, o Palmeiras continuará na última posição.

O drama do Palmeiras passa pela troca de treinador, erros em campo e qualidade do elenco. Cuca comandou o time em quatro partidas e perdeu as quatro, sendo três pelo Estadual. Desse modo, a equipe desceu a ladeira no Estadual. Um quinto tropeço diante do Rio Claro deixará o caixão aberto para que o Corinthians coloque a tampa. Tite, que já comandou o Palmeiras, não pode ter dó. Mesmo se não se valer dos seus melhores por causa da Libertadores, na outra quarta-feira, o mistão do Corinthians é hoje mais forte e confiante do que o rival da Academia, repleto de jogadores sem personalidade. Enquanto o Palmeiras soma 15 pontos em 12 jogos, o Corinthians tem 29 pontos no mesmo número de partidas.

Há quem diga que clássico é clássico e isso muda a forma de jogar de quem está por baixo no momento. Prefiro apostar na ideia do ‘onde não se espera nada é de onde não vem nada mesmo’.

Cuca assumiu a culpa da goleada diante do Água Santa e terá terá de assumir também o rebaixamento caso ele ocorra. Tem errado nas trocas. Sua maior providência foi pedir reforço, valendo-se de lugar comum dos treinadores quando acuados. Isso implica afirmar que Cuca já fez uma avaliação no elenco e chegou à conclusão de que alguns não servem. No que está certo também. Cada torcedor deve ter sua lista. Ousaria listar alguns nomes: Lucas. Dracena, Egídio, Erik, Zé Roberto… São jogadores que não conseguiram ou não conseguem jogar no Palmeiras. Sentem o peso da camisa ou estão fora de forma e com idade avançada, como Zé Roberto, onde no domingo era ‘atacante’. Reformular leva tempo. O fato é que o Palmeiras começa do zero e já sente o dissabor, de novo, de ter a torcida fazendo pressão. É um time que não aprende com os erros. E não tem esse tempo, nem no Paulistão nem na Libertadores. O semestre poderá ser perdido.

TORCIDA
Foi mais uma vez comprovado que ‘bronca’ de torcida no vestiário e no treino dos clubes não leva a nada nem faz o time ganhar.

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