Dez leituras sobre a crise e os problemas do Palmeiras neste momento na temporada 2019

A reação se faz necessária imediatamente para que o time não perca terreno e deixe as primeiras posições do Brasileirão

Robson Morelli

01 de setembro de 2019 | 18h37

Assisti a quase todos os jogos do Palmeiras nesta temporada. Os que não vi durante os 90 minutos, obtive informações depois, com os melhores momentos e relatos na mídia, além, claro, de ler alguns Minuto a Minuto que o Estadão faz das partidas. Portanto, tenho boas informações deste Palmeiras que entrou em parafuso após a Copa América. Faço aqui um TOP 10 dos problemas que vejo, baseado em leitura pessoal, mas também conversada com amigos e torcedores, do próprio Palmeiras e de outros times. A última derrocada foi neste domingo, no Rio, frente ao Flamengo.

1o – O elenco se desconcentrou após ouvir, principalmente antes da parada para a Copa América, que já era “campeão” de tudo, que não tinha adversário no País e que bastava jogar as partidas para consumar vitórias e conquistas. Não se deu conta de que havia rivais se fortalecendo e começando a jogar melhor, como o Flamengo, por exemplo.

9 – Alguns jogadores se perderam com as “férias” durante a Copa América. A comissão técnica liberou os jogadores para um descanso que se provou um grande erro. Foi longo demais, dez dias. O elenco voltou totalmente desinteressado e com a cabeça no mundo da lua. Foi um erro de Felipão permitir isso. O time perdeu o foco.

8 – O Palmeiras pensou que conseguiria se virar com os atacantes Borja e Deyverson. Felipão passou a mão na cabeça de Deyverson e o manteve no elenco, mesmo com ofertas de fora pelo jogador. Com isso, desestimulou completamente Borja, que já não sabia mais se jogaria no time. Com um Deyverson limitado e um Borja arrasado por não atuar em momentos importantes, o Palmeiras ficou à espera de Willian Bigode, que estava machucado.

7 – O melhor setor do Palmeiras, a defesa, não se acertou mais depois da Copa América. Erros constantes de Gómez e Luan, além do goleiro Weverton, marcaram as derrotas e derrapadas da equipe. Isso pesou em algumas partida, como na eliminação diante do Grêmio da Libertadores.

6 – Felipe Melo, que estava calminho e vinha sendo um dos melhores jogadores do Palmeiras, teve uma recaída e voltou a abusar de sua virilidade. Isso o deixou de cabeça quente e, pior, fora de alguns jogos decisivos. Sem ele, o Palmeiras ficou mais fraco. A comissão técnica não percebeu isso. Quando se deu conta, já era tarde.

5 – Nos bastidores do clube, há muitos conselheiros reclamando da presença de torcedores uniformizados dentro da diretoria, com a conivência do presidente Maurício Galiotte e bancados pela dona da Crefisa, Leila Pereira, que continua sua empreitada para se tornar presidente. Isso teria atrapalhado o bom ambiente da vida política do Palmeiras.

4 – A torcida (organizada) passou a condenar alguns jogadores e a pedir a cabeça do técnico Felipão, com ameaças de morte até. Pode até ser bravata, mas profissional nenhum deve trabalhar nessas condições. Atos hostis foram orquestrados contra o ônibus do clube e na frente do portão da Academia de Futebol. Provou até agora ser um grade erro.

3 – Jogadores que estavam rendendo bem, caíram de produção e se “esconderam” nos momentos mais duros do time. Dudu é um deles. Scarpa não joga o que se espera, nem consegue ter sequência boa na equipe. A defesa já foi pontuada, assim com as faltas de Felipe Melo. Os atacantes sumiram e Bigode voltou, mas ainda longe de ter um aproveitamento bacana. O time, portanto, se “desmanchou” sem ninguém ter saído. Alguns torcedores chegaram a falar em “vergonha” e “time amarelão”.

2 – Ficar fora do Allianz Parque também atrapalhou, mas isso não foi decisivo. Mostra, no entanto, uma diretoria de futebol com falhas e sem visão. O Palmeiras se fechou em sua bolha e não quis saber o que ocorre no mundo real. Pagou caro por isso.

1 – Felipão perdeu a mão. Já não tinha mais a resposta que esperava do elenco e também montou formações equivocadas, abusando do direito de jogar com o freio de mão puxado, sem explorar as características de alguns atletas ofensivos e se contentando com vitórias magras e futebol ruim.

 

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