Dorival começará a sofrer pressão para ajeitar o time do São Paulo

Cardeais do Morumbi, de patentes diferentes, torcem o nariz ao trabalho do treinador neste ano

Robson Morelli

04 de fevereiro de 2018 | 17h47

A boa vitória de 2 a 0 sobre o Botafogo sábado cumpre apenas parte do que se espera do São Paulo neste começo de temporada. Do São Paulo e do seu treinador, diga-se. Bater o rival de Ribeirão Preto em casa era condição “obrigatória” para muitos cardeais do Morumbi, principalmente após o perdão a Cueva e a estreia de Nenê. Digo parte porque ainda se espera uma reação de Dorival Júnior no comando do time. Há muitos no clube, de patentes diferentes, que torcem o nariz pelo trabalho do técnico. Já havia esse sentimento na temporada passada, quando o São Paulo quase caiu, mas não caiu. Aumentou.

O elenco do São Paulo, em princípio, está fechado, salvo, claro, negócio de ocasião, como a possível chegada de Valdivia. A avaliação que se tem do elenco não é ruim, pelo contrário. É música de uma nota só que o time é forte em todos os setores do campo. Forte, mas ainda fora de forma, como é o caso de Diego Souza. Desta maneira, a cobrança será em Dorival.

O São Paulo ganhou do Botafogo, mas poderia ter perdido – teve duas bolas na trave de Sidão. Ganhou, mas jogou mal. O time, principalmente no primeiro tempo, parecia um amontoado de jogadores embolando posição. É isso que se cobra de Dorival. Para agora. A diretoria “exige” duas vitórias seguidas. Uma já foi. A próxima será na quarta, contra o Bragantino.

MORUMBI
Há um projeto em andamento para reformar parte do estádio. A principal modificação diz respeito ao local de entrada dos times. O São Paulo quer que as equipes entrem em campo juntas, como é na maioria dos estádios modernos do Brasil e da Europa. De modo a reservar um dinheiro para a reforma nos vestiários do Morumbi. A obra não tem prazo para acontecer.

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