Dorival faz dois trabalhos paralelos no Palmeiras, o de tentar salvar o time e limpar o elenco

Reduzir o elenco e dispensar jogadores que não acrescentam nada ao time é tão importante quanto salvar o clube da degola

Robson Morelli

07 de outubro de 2014 | 18h34

A vitória contra o Botafogo nesta quarta é fundamental para que o Palmeiras respire mais aliviado em sua caminhada para se salvar do rebaixamento. Dorival Junior sabe disso e não pretende mandar seu time para cima do rival no Rio de Janeiro como vinha fazendo antes. O Palmeiras fora da Z-4 será cauteloso e mais inteligente. Vai esperar o momento certo para ganhar o jogo e somar três pontos preciosos.

Salvar o Palmeiras da degola é a missão aceita pelo treinador quando decidiu pelo ‘sim’ no lugar de Ricardo Gareca, de quem não se tem notícia desde que deixou a Academia fracassado. A volta do goleiro Fernando Prass dá ao time também um pouco mais de segurança, mesmo sendo sua primeira partida depois das lesões. Ocorre que o trabalho de Dorival não é apenas esse, o de afastar o Palmeiras da zona da degola.

Ele também faz uma avaliação calada dos jogadores. Como Paulo Nobre quer continuar no comando do clube, precisa apresentar alguma coisa para os associados antes de terminar o ano, antes das eleições. Salvar o Palmeiras já não é mais suficiente para lhe dar mais tempo no cargo. Então, Nobre vai ‘limpar’ o elenco, economizar na folha e tentar convencer seus eleitores de que ainda é possível fazer uma gestão boa. Vai dispensar os jogadores nota 4 e 5, que só deixam o custo do futebol mais caro.

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