Dorival, que não é um Messias, precisa fazer alguma coisa para salvar o Palmeiras

11 dicas para ajudar o time a melhorar no Brasileirão. Palmeiras ocupa a lanterninha da competição

Robson Morelli

22 Setembro 2014 | 19h09

Tirando o ‘falta vergonha na cara’ dito pelo atacante Diogo após o 6 a 0 sofrido para o Goiás, numa referência aos colegas do grupo e a si próprio, o Palmeiras tem até quinta-feira para tentar melhorar, e desta vez sem a gota de esperança que o time levou para campo a cada partida do Campeonato Brasileiro. Dorival Junior, o Messias eleito pelo presidente Paulo Nobre e seus pares para salvar a equipe da degola, comprovou-se depois de cinco partidas não fazer milagres. O jogo com o Vitória, no Pacaembu, é sem previsão. Tanto pode tomar outra goleada quanto pode ganhar.

Digo isso porque nenhum torcedor palmeirense esperava a surra no Serra Dourada, para um rival, cá entre nós, sem grande charme. Ocorre que o Palmeiras apanha da bola e aquela jogada horrorosa de Lúcio para trás representa bem o que é o Palmeiras nesta fase. E olha que Lúcio nunca foi um craque, mas também nunca foi um grosso como se vê atualmente. O problema é que o Palmeiras perde e nada acontece. Algumas frases de efeito são ditas, Brunoro aparece para apagar o incêndio, Paulo Nobre desaparece, perdido que está no comando do clube, e nada acontece.

Pensei então em sugerir, pretensiosamente, algumas dicas para Dorival, que é profissional da função e certamente já deve ter pensado em tudo isso. E até peço algumas sugestões para o leitor, antenado que está com as coisas do futebol brasileiro e, sobretudo, do Palmeiras. Proponho aqui um exercício para salvar o Palmeiras. Vamos lá:

1 – Isolar o elenco num hotel para aparar as arestas e trabalhar mais

2 – Formar a defesa com três zagueiros, e orientá-los a dar chutões em todas as jogadas

3 – Encontrar dois volantes marcadores, que saibam sair com a bola.

4 – Acabar com a possibilidade de Juninho jogar no meio ou na ponta esquerda

5 – A fase requer jogadores mais experientes no time. Não é hora de apostar em novatos ou na base

6 – Deixar Henrique e Leandro no banco

7 – Escalar Valdivia e mandá-lo jogar até a última gota de suor

8 – Liberar os ingressos para a torcida. Deixar de cobrar ou cobrar valor simbólico

9 – Jogar como time pequeno, sem sair da defesa, com uma linha de quatro e mais quatro

10 – Apostar nas bolas paradas para tentar ganhar

11 – Limpar o elenco, mesmo se ficar com 15 jogadores no grupo