Dunga anuncia a volta de Neymar para alívio do torcedor brasileiro

Seleção Brasileira já poderá contar com seu craque para os jogos contra Argentina (fora) e Peru (Fonte Nova). Já não era sem tempo

Robson Morelli

22 de outubro de 2015 | 07h29

Depois de uma vitória e uma derrota nas duas primeiras apresentações nas Eliminatórias da Copa da Rússia, a seleção brasileira de Dunga se prepara para o jogo mais duro em sua caminhada na competição: enfrentar a Argentina no Monumental de Nuñez, e já na terceira rodada. É osso duro. O treinador, agora mais sorridente e tentando se esforçar para deixar de ser o carrancudo da África do Sul, e de antes dela também, que queria mudar o sistema em dois dias, faz nesta quinta-feira sua convocação para as duas próximas partidas do torneio classificatório da América do Sul – além da Argentina no dia 12 de novembro, o time nacional encara o Peru, na Fonte Nova, dia 17.

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Da lista, espera-se pouca novidade, mas a melhor de todas: a volta de Neymar. O craque do Barcelona pagou sua pena de quatro jogos pela expulsão na Copa América, após destempero no confronto com a Colômbia, e se coloca à disposição do técnico. É um alívio para Dunga, seus jogadores e para a torcida brasileira. Neymar é o melhor jogador do momento. Com a contusão de Messi, não seria demais dizer que é o segundo melhor do mundo em atividade, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, do Real Madrid. Está na lista dos 23 indicados para o Bola de Ouro. Na seleção, toda criança sabe que o time é formado por Neymar e mais 10. Quando Dunga confirmar seu nome na relação nesta quinta, muita gente vai respirar aliviada.

Em baixa, Oscar pode dar lugar para outro até ‘voltar ‘ a jogar bem. O meia do Chelsea deixou a desejar na Copa do Mundo, esteve fora da Copa América e passa por maus bocados com o português José Mourinho na temporada inglesa. Outra possibilidade, não confirmada, é Dunga apostar em um novo goleiro, uma vez que ele tirou Jefferson do time depois da derrota para o Chile e entregou a camisa 1 para Alisson na vitória diante da Venezuela. A expectativa de mudança existe.

O Brasil segue uma batida nas Eliminatórias imaginada pela mídia, que até agora deu certo: perde dos mais fortes e ganha dos mais fracos. Foi assim contra o Chile (derrota) e diante da Venezuela (vitória). Talvez o enredo se repita contra Argentina e Peru, mesmo sem Messi, que não deverá atuar por causa da lesão muscular sofrida com o Barcelona. Se seguir essa cartilha, o Brasil se classifica para o Mundial. O teste contra os ‘hermanos’ será ótimo. As duas seleções se equivalem na qualidade de seus jogadores. A diferença está na organização. A Argentina apresenta-se mais bem preparada e distribuída em campo, mas não tem dado sorte nesse começo de Eliminatórias: perdeu uma e empatou outra. Contra o Peru, imagina-se barbada para o Brasil.

O desafio de Dunga agora com Neymar até o fim é fazer o time jogar com paciência, sem pressa, mas pressionando o rival, com toque de bola melhor, principalmente dos volantes. E saber se ele vai apostar em Douglas Costa pela esquerda e Willian pela direita. Funcionou bem contra a Venezuela. Neymar transitaria pelo meio de campo, com a bola para passar e finalizar. Os laterais, apenas razoáveis, ficariam mais presos à marcação. E assim o Brasil vai se ajeitando.

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