É direito do Palmeiras pedir a anulação do jogo, mas se perder será gozado

É direito do Palmeiras pedir a anulação do jogo, mas se perder será gozado

Imagens comprovariam que o árbitro recebeu ajuda externa para tomar sua decisão e mudar pênalti marcado em Dudu

Robson Morelli

11 de abril de 2018 | 10h40

O Palmeiras quer anular a decisão do Campeonato Paulista. Levou o caso para o STJD a fim de cancelar a decisão perdida para o Corinthians em sua casa, domingo, diante de 41 mil torcedores, todos seu. O comando do clube, baseado em imagens de vídeo do circuito interno do Allianz Parque, acusa a arbitragem do jogo de ter recebido interferência externa, de uma pessoa não autorizada, para anular o pênalti dado em Dudu, em lance disputado com Ralf. O juiz Marcelo Aparecido de Souza marcou a falta – ele estava dentro da grande área -, mas foi “convencido” por seus auxiliares, e outros, que a infração não aconteceu, e voltou atrás, dando escanteio. Houve revolta, o jogo ficou paralisado por sete minutos e parece que ele “ainda não acabou”.

Depois disso, o Palmeiras continuou pressionando o rival sem conseguir fazer o gol. O 1 a 0 para o Corinthians levou a decisão para os pênaltis e o Palmeiras teve duas cobranças defendidas por Cássio. Perdeu também nas penalidades (4 a 3) e deu adeus à conquista encaminhada na primeira partida, em Itaquera. O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, tirou o time de campo na hora da premiação e boicotou a festa da FPF no dia seguinte. Clube e entidade romperam as relações. Galiotte chamou o torneio de “Paulistinha”.

Agora, em dia de jogo da Libertadores, Galiotte e seus pares pedem a anulação da partida. O STJD vai analisar tudo isso. Ouvir pessoas envolvidas e tomar uma decisão. Em 2005, o mesmo tribunal de justiça desportiva anulou 11 partidas do Campeonato Brasileiro porque o árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi pego em crime para forjar resultados e beneficiar apostadores, inclusive ele próprio, numa trama denunciada pelo imprensa, pela revista Veja, em matéria de André Rizek, que passou a seguir sites de apostas após a denúncia. Foi determinado que as 11 partidas manchadas fossem disputadas novamente. O caso foi chamado de “Máfia do Apito”.

O Palmeiras se apega ao fato de o juiz ter tido ajuda externa para tomar sua decisão. Não pode. Há tempos se desconfia desse tipo de procedimento na arbitragem. Se ela for, de fato, comprovada, o STJD pode sim pedir outra partida, a anular a de domingo e tomar o caneco do Corinthians. Como disse, não seria inédito. É um direito do Palmeiras brigar pelos seus direitos, ou pelo que acha justo em cima de imagens que acredita serem comprometedoras, cruciais. Se o tribunal entender de forma diferente, o Palmeiras será gozado pelos rivais talvez como nunca fora antes. A diretoria do clubes está pagando para ver.

Confesso que prefiro deixar as partidas que já acabaram no passado, na memória e na alegria ou dor no coração.

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