Em se tratando de corintianos e palmeirenses, não dá para arriscar

Robson Morelli

13 de fevereiro de 2014 | 13h55

Pensei em chamar meu pai para ver o clássico de domingo entre Corinthians e Palmeiras no Pacaembu. Pensei duas vezes e desisti da ideia temendo confrontos dos torcedores. O jogo é bom. O Palmeiras reencontra seu maior rival depois de ficar longe dele no semestre passado porque estava na Série B do Brasileiro, amargando o pão que o diabo amassou. Só por isso a partida já vale. Para os palmeirenses, ainda tem o gostinho de entrar em campo favorito pela campanha que faz no Paulistão, embora em clássico isso não conta muito.

O torcedor corintiano, mais quieto após a confusão no CT do time duas semanas atrás, também espera que sua equipe reaja na competição. E nada melhor que mudar de ares diante de um tradicional adversário. Para os corintianos seria ótimo se isso acontecesse. Mas temo o que pode ocorrer em caso de derrota alvinegra. A violência pode voltar em cena.

O Pacaembu estará repleto de corintianos. A maioria. Aos palmeirenses, 2 mil entradas, de acordo com a FPF, que organiza o campeonato. Mesmo assim, o risco de confronto existe. De uns tempos para cá, a violência voltou a se aproximar dos estádios, algumas vezes a entrar. Ela ficou restrita por um período aos arredores dos campos, estações de metrô e ônibus e ruas periféricas. A Polícia está atenta a essa movimentação e promete reforçar o efetivo para que nada dê errado domingo, pelo menos no que depender deles. Mas prefiro não arriscar.

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