Empatar com o Corinthians em casa não é ruim. Ruim é perder para o Goiás

Robson Morelli

07 de setembro de 2015 | 20h36

Alguns torcedores do Palmeiras torceram o nariz com o empate de 3 a 3 em casa com o Corinthians, domingo. Na cabeça e no coração do palmeirense, era jogo para frear o líder e subir na tabela. O sentimento de ‘fracasso’, o que não foi, talvez seja porque o Palmeiras esteve três vezes em vantagem no marcador e não soube segurar o resultado. É muito raro um clássico de tamanha rivalidade ter tantas jogadas limpas e situações de gols. Era lá e cá, como diria o narrador. Um jogão sem dúvidas.

Empatar com o líder do Brasileiro não pode ser demérito para o Palmeiras. Deve, aliás, servir de exemplo para o jogo com o Inter, no Beira-Rio, já nesta quarta-feira. Sim. Não há folga. O que deve doer no palmeirense é perder seis pontos diante do Goiás. O Palmeiras apanhou no turno e returno. Isso sim é de doer. Faça as contas: o time tem 35 pontos, com 10 vitórias. Tivesse batido o rival de Goiânia, atualmente na Z-4, teria 41, com 12 vitórias, e estaria na 4 ª posição.

O clássico, tirando o gostinho de superar o adversário, foi bom. Em duas partidas, Palmeiras somou quatro pontos contra o Corinthians. Nada mal. Estivesse num estágio mais seguro e arrumado da defesa ou mesmo se tivesse um jogador para cadenciar o jogo no meio, o Palmeiras poderia ter melhor sorte no Allianz. Isso não tira os méritos do Corinthians. O líder sabe atacar e provoca calafrios no rival cada vez que avança com a bola nos pés. Qualquer rival. Então, não há o que reclamar ou contestar. Assim como não há como recuperar pontos perdidos, como os seis para o Goiás.

O confronto com o Inter também antecipa a disputa em jogos de ida e volta das duas equipes na Copa do Brasil.

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