Era para ter jogado a pá de cal. Mas ressuscitou o rival

Robson Morelli

07 de fevereiro de 2011 | 13h16

Não foi uma vitória merecida essa do Corinthians. Jogou mal e foi salvo pelas boas defesas do garoto Júlio César. Mas quem disse que futebol é um jogo justo. Digo mais: futebol é o único esporte em que o mais fraco pode ganhar do mais forte. E no Pacaembu o Corinthians foi mais fraco que o Palmeiras.

Ocorre que a vitória veio em boa hora para abrandar a ira dos torcedores corintianos, que passaram dos limites antes do clássico e após a eliminação do time da Libertadores. Difícil dizer se o 1 a 0 contra seu maior rival levará paz novamente ao Parque São Jorge. O estrago foi feio frente ao Tolima e a ferida precisará de tempo para cicatrizar.

Mas cá entre nós, não dá para essa meia dúzia de corintianos paus mandados seguir nesse caminho da violência por muito mais tempo. Tem outra coisa: não entendo por que a polícia não prende ninguém. Os caras atiraram pedras e quebraram paus no ônibus do clube e nenhum arruaceiro foi preso. E olha que a polícia vinha atrás do ônibus.

Vou eu ou vai você, homem de bem, fazer o mesmo… Parece que quebrar ônibus de clubes de futebol ou agredir jogadores é liberado. Isso tem de acabar.

Para o Palmeiras restou a frustração de aumentar sua vantagem na liderança do Paulista, mas mais que isso de ter jogado a pá de cal no buraco em que o arquirrival se meteu após o fracasso na Pré-Libertadores. Poderia ter vencido e aberto uma crise ainda mais feia no coirmão. Perdeu.

Sobre a provocação de Alessandro após o gol, meu caro leitor, não vejo o lateral corintiano como maldoso. E achei sincero seu pedido de desculpas para o goleiro Marcos. Passou da conta pela pressão que o time estava sofrendo. Nada mais.

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