Espanha e Portugal já pensam em público nos estádios com normas e obrigações

Espanha e Portugal já pensam em público nos estádios com normas e obrigações

Futebol brasileiro pode seguir os passos e copiar algumas ideias da Europa que ainda precisam ser aprovadas

Robson Morelli

22 de junho de 2020 | 18h00

A Espanha já pensa em levar os torcedores para dentro dos estádios. É compreensível. O público precisa ver Messi e seus companheiros do Barcelona, assim como necessita acompanhar de perto os bons jogadores do Real Madrid, como Vinícius Júnior. E Espanha se recupera da pandemia. Para isso, já há uma proposta que pode também ser usada em Portugal, Itália e Inglaterra. Claro, segundo as recomendações, avaliações e consentimento das autoridades de saúde dos seus governos. Se der certo, as ideias podem até ser copiadas no Brasil, após os Estaduais, no Campeonato Brasileiro 2020, ainda sem data para começar.

Essa proposta tem deveres e obrigações de todos os lados, de quem recebe o público no estádio, o time mandante, e do próprio torcedor. A Espanha pensa em fazer uma grande lista dos torcedores interessados em ir aos estádios. Cada estádio terá sua própria lista. A Liga é que vai organizar essa lista e os clubes vão ‘convidar’ o torcedor a ver a partida. No Brasil, esse trabalho poderia ser gerido pelos clubes mandantes, Palmeiras, Santos, Atlético-MG, Grêmio… todos os times da Série A em seus jogos em casa. Trata-se de uma medida não definitiva, mas que pode levar torcedores de volta ao futebol.

Essas pessoas serão avisadas a comparecer ao estádio em horas diferentes para evitar aglomeração. Não chegariam todos juntos, como de costume perto do início da partida. Haverá um escalonamento de chegada, com caminhos específicos para cada grupo em seu horário, trilhado por grades ou algo do tipo até chegar aos assentos. Os torcedores também teriam a temperatura tomada, como fazem nos shoppings centers. Quem estivesse com 37,5 graus ou mais teria de esperar dez minutos para medir novamente. Persistindo a febre, ele não entraria. Claro, todos seriam obrigados a usar máscaras e seriam retiradas do ambiente as pessoas que estivessem sem o EPI (Equipamento de Proteção Individual). Álcool em gel seriam distribuídos em pequenos frascos.

Ninguém poderia deixar seu assento durante os 90 minutos e mais os 15 de intervalo. Eles poderiam levar água e algum lanche de casa. As lojas de venda estariam todas fechadas. A distância entre um torcedor e outro teria de ser respeitada, até dois metros. Seria um assento ocupado e outro vago ou um ocupado e dois vagos. Não haveria torcedor pulando ou algo mais agitado. Seria como se estivesse vendo uma ópera, em que as lágrimas tanto servem para representar tristeza ou alegria. Nenhuma dessas condições são negociadas, e tudo teria de ser acompanhado por monitores. As regras seriam passadas aos torcedores na hora de sua inscrição, por e-mail ou outra forma de contato.

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: