Esse alto e baixo no Brasileirão não tira nenhum time do sonho da glória ou do pesadelo do fracasso

Robson Morelli

10 de outubro de 2013 | 13h02

Olhem para a tabela do Campeonato Brasileiro e constatem que céu e inferno nunca estiveram tão próximos um do outro. Quem empata ou perde numa rodada, aproxima-se dos times que caminham para a degola. Uma vitória ou duas seguidas levam esse mesmo time para situação bem mais confortável. Talvez somente o Cruzeiro, com 59 pontos, esteja em condição tranquila na ponta da tabela. São 11 pontos para o segundo colocado, o Grêmio.

O Brasileirão divide-se em três partes nesse momento. Há o Cruzeiro, que caminha para ficar com o caneco – poucos duvidam disso faltando 11 jogos para acabar a competição; há os clubes que tentam se posicionar no G-4 (Grêmio, Botafogo, Atlético-PR, Atlético-MG, Vitória e Inter); e há os times que sonham com G-4 e Sul-Americana, mas não tiram o olho da zona do rebaixamento. Assim como o Cruzeiro nada de braçadas na parte de cima da tabela, há o Náutico que só faz perder e espera o dia para voltar para a Série B. Seria uma quarta e isolada situação dentro da disputa.

Do Vasco, com 32 pontos e em 17º lugar, portanto, na zona de descenso, ao Vitória, com 37 e em 6º lugar, a diferença é bem pequena, o que dá aos 12 times localizados nesta faixa da tabela a chance de escapar, mas também a preocupação de cair. Ninguém dorme tranquilo. E como a disputa vai entrar em sua reta final, a tendência é que técnicos e jogadores se exponham menos. O Brasileirão vai entrar na etapa que perder é muito perigoso e isso, como dizia Luxemburgo, vai tirar a vontade de ganhar de muitas equipes. A hora é de cautela.

RESULTADOS DA 27ª RODADA
Grêmio 1 x 2 Criciúma
Coritiba 1 x 0 Santos
Bahia 2 x 0 Vitória
Ponte Preta 2 x 0 Atlético-MG
Vasco 1 x 0 Fluminense
Cruzeiro 0 x 2 São Paulo
Náutico 1 x 3 Botafogo
Corinthians 0 x 0 Atlético-PR

UM DIA VOU FALAR ISSO PRA ELE
Essa é para todos os treinadores do Brasileirão
“O campeonato é fraco tecnicamente porque vocês não conseguem organizar suas equipes, muitas vezes por falta de tempo para treinar, outras por falta de qualidade no elenco. O fato é que estamos no fim da temporada e ainda há muitos times sem cara e que jogam de qualquer maneira. Joga-se para vencer a qualquer custo e não para ter um padrão. E isso é do começo ao fim da temporada.”

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