Está todo mundo batendo no Ganso. Mas Muricy também tem culpa nesse fracasso

Robson Morelli

24 de fevereiro de 2014 | 18h08

Ganso anda literalmente sozinho no meio de campo do São Paulo. Digo literalmente nos dois sentidos: andando e sozinho. Por isso acho que Muricy tem muito a responder sobre o fracasso do meia, seu camisa 10. Deixá-lo no banco é o mais fácil a se fazer. Duro é conseguir com que Ganso jogue. Mas como Muricy entende mais do que todo mundo, como gosta de dizer, ele deveria encontrar uma posição para seu jogador. Afastá-lo não resolve. Precisa salvá-lo. E isso não deve soar como uma crítica ao técnico, mas como um desafio de trabalho.

Muricy e o São Paulo precisam continuar apostando no meia, mas desde que ele tenha alguém do seu lado, que o ajude a pensar e a organizar, que carregue a bola e acompanhe seu raciocínio. Contra o Santos, no empate de 0 a 0, Ganso, que entrou no segundo tempo, trabalhou ao lado de Souza e Maicon. Não adianta ter três atacantes sem ter um meio de campo capaz de armar as jogadas. E se não tem jogador para isso no elenco, precisa arrumar. Esse trabalho é do treinador e da diretoria. Gasta um pouco mais para recuperar e fazer valer os R$ 24 milhões investidos no jogador.

Ocorre que Ganso também anda uma ‘soneira’. Não participa do jogo como deveria. Parece que tanto faz receber ou não a bola. Ganso, que já foi unanimidade no futebol brasileiro, cada vez mais parece um jogador comum, o que pode ser também. Talvez todos tenham errado a seu respeito. Muricy o que também mais perto do gols, arriscando chutes e tentando furar o goleiro. Nem isso ele faz neste Paulistão.

O São Paulo sempre se gabou de recuperar e fazer jogar jogadores que fracassaram em outras equipes. Agora, tem dois desafios enormes: Ganso e Pato.

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