Estou com a PM sobre a proibição do jogo do Corinthians às 11h do domingo

Mesmo com o "salve geral" contra as brigas de torcidas, se os rivais se encontrarem, certeza que dará confusão

Robson Morelli

14 Março 2018 | 11h08

Embora exista um salve geral para que os torcedores uniformizados não se matem nos estádios de São Paulo e em suas imediações, não dá para confiar que a “ordem” seja acatada por todos dentro das facções esportivas. Há muitos desavisados nesse sentido que acabam batendo e apanhando, brigando até a morte, quando cruzam com torcedores rivais por aí. A intolerância impera. Digo “por aí” porque essas brigas têm acontecido longe das praças esportivas, salvo idiotices que vimos no estádio do Beira-Rio no fim de semana entre gremistas e colorados, com a danificação do estádio do Internacional.

A PM não quer que o Corinthians jogue às 11h do domingo, contra o Bragantino, na primeira parte da fase de quartas de final desses dois times no Paulistão. Não quer porque no mesmo dia torcedores do São Paulo estarão circulando pela cidade para a partida das 16 horas do time do Morumbi contra o São Caetano. O jogo é no ABC Paulista. Mesmo assim, as turmas podem se encontrar por aí. E vai dar confusão.

A responsabilidade de segurança é da PM, em ruas, estádios, metrôs, pontos de ônibus…
O futebol já deu muitas oportunidades de paz e nenhuma delas foi seguida. Portanto, não dá para confiar nessa gente. Adoro a festa que os torcedores fazem nos estádios, mas condeno as brigas. E todos nós sabemos que eles gostam de brigar. Está na natureza dos uniformizados, se não de todos, da linha de frente, da chamada infantaria. Então é melhor evitar, sobretudo porque temos de resolver um problema sério nos jogos de São Paulo, a presença de torcida única. Isso sim é o fim da picada.