Falta comando ao Palmeiras. E todo mundo vai ganhando aumento

Robson Morelli

09 de setembro de 2011 | 13h34

A diretoria do Palmeiras está perdida. Primeiro, ela fecha a venda de Valdivia. Depois recua. Parte dos cartolas contava com os R$ 13 milhões que entrariam nos cofres do clube. Era dinheiro para pagar contas. Mas ele não vem mais. O que já era rachado, ficou mais trincado. Ninguém se entende no Palmeiras. E isso reflete no time.

E mesmo sem poder, a diretoria vai dando aumento para seus jogadores. Uma pessoa que frequenta o Palmeiras me disse nesta semana que Kleber teve o aumento que tanto queria, embora não tenha sido mais o mesmo depois daquela confusão toda envolvendo o Flamengo. Valdivia também ganhou o seu. Estava de malas prontas para o Catar, liberado pelo presidente e por Felipão, e agora tem 30% a mais no contracheque. Assim até eu.

Não é só. O Palmeiras paga R$ 200 mil por mês para que Lincoln jogue no Avaí. Queria se livrar do jogador, mas teve de assumir 70% do seu salário. Vai pagar esta bolada até o fim do ano. E o pior é que não tem dinheiro para nada.

A diretoria do Palmeiras precisa saber o que quer da vida. Não dá para administrar um clube do tamanho do Palmeiras dessa forma, com idas e vindas e sem ter uma direção para o futebol. A impressão que muitos têm é que falta comando. Arnaldo Tirone precisa tomar as rédeas da situação e parar de ouvir tantas pessoas que mais parecem querer atrapalhar seu trabalho que ajudar.

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