Falta coragem para resolver os problemas do Palmeiras

Robson Morelli

25 de setembro de 2011 | 22h11

Não tenho dúvidas de que se o treinador do Palmeiras não fosse Luiz Felipe Scolari, a diretoria já teria trocado de comandante. E não pelo trabalho ruim do técnico, longe disso. Sem ele o Palmeiras estaria bem pior. Ocorre que me parece cada vez mais claro o racha que está no elenco, cada um correndo para um lado, o pouco envolvimento dos atletas e a quase nenhuma disposição de trabalhar por um prato de comida.

Felipão usou a expressão “falta química” para tentar explicar o que está acontecendo entre a comissão técnica, ele, e o elenco, os jogadores mais experientes. O empate com o Atlético-GO por 1 a 1 com dois jogadores a mais durante boa parte do jogo parece uma resposta a tudo isso. É muita intriga. É muita gente jogando contra.

O presidente Arnaldo Tirone também já demonstrou não ter peito para mudar nada. Vai levando. A briga velada entre Felipão e o vice Roberto Frizzo  respinga no elenco. Enquanto existir essa pendência dos dois lados (e ela só se resolve se um dos envolvidos deixar o clube), os jogadores terão álibi para fracassar. Que foi um vexame todo mundo viu. Nem precisa dizer.

Ocorre que é cada um por si no Palmeiras. E quem quiser que ataque a primeira pedra. Todo mundo deve no cartório. Não vai mudar até o fim da temporada. E quem paga o pato é o torcedor, que acredita, que faz suas contas pensando em colocações melhores na competição, que compra camisa nova…

Já passou da hora de alguém tomar uma decisão mais séria e ajudar o Palmeiras. Mas falta coragem.

 

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