Felipão e Parreira na seleção: o torcedor brasileiro não poderia exigir mais

Robson Morelli

28 de novembro de 2012 | 12h38

A escolha de Luiz Felipe Scolari para técnico da seleção brasileira no lugar de Mano Menezes resgata a esperança do torcedor brasileiro em festejar o hexa na Copa de 2014. Notícia dada pelo jornalista Luiz Antônio Prósperi no portal do Estadão na manhã desta quarta-feira confirma que o presidente da CBF, José Maria Marin, já tinha tudo traçado muito antes de demitir Mano sexta-feira.

Felipão deixou o Palmeiras após a derrota do time para o Vasco no Campeonato Brasileiro. Saiu de cena sem fazer barulho, quieto, mas provavelmente com o destino traçado. Ele sempre foi um nome forte para assumir o posto que Marin oficializa nesta quinta-feira, queirando ou não. Sempre fez sombra aos treinadores que depois dele ocuparam o cargo de técnico da seleção.

E por quê? Porque seu trabalho foi vencedor na Copa de 2002, quando conquistou o penta, e depois em sua passagem pela seleção portuguesa, recolocando o time de Cristiano Ronaldo no cenário mundial. Felipão andou o mundo depois de 2002, com sucessos e insucessos, mas sempre tendo o nome ventilado toda vez que o Brasil recorria a um novo comandante.

Mais recentemente, Felipão nunca escondeu seu desejo de voltar a comandar uma seleção, sobretudo na Copa do Mundo no Brasil. Esse era o seu plano, independentemente de ser a seleção brasileira. A troca de comando da CBF, de Ricardo Teixeira para José Maria Marin, abriu essa possibilidade. Marin queria um técnico seu. Mano Menezes era de Teixeira. E tão logo acabou a temporada, o cartola colocou em prática seu plano de mudar tudo.

Como o diretor de seleções Andrés Sanchez ficou à margem de todas essas manobras, fez o que se esperava dele: pediu o boné. Sua demissão nesta quarta-feira abriu mais uma brecha para que os planos de Marin dessem certo. Felipão queria muito ao seu lado um coordenador com quem poderia dividir seu trabalho, suas dúvidas e ansiedades. Parreira  e Brunoro foram os profissionais indicados. Parreira deverá dizer sim ainda hoje.

Dessa forma, a seleção brasileira terá Felipão e Parreira no seu comando. Dois pesos pesados do futebol mundial, com carisma e reconhecimento popular inquestionáveis. Um foi tetracampeão. O outro, penta. O torcedor brasileiro não poderia querer mais. Agora é só mantar o time e ganhar a Copa.

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