Felipão não é de deixar passar boas oportunidades. Refiro-me a Fernandinho

Robson Morelli

24 de junho de 2014 | 15h06

Não pode ser difícil para um treinador ter de decidir entre um jogador que não está no seu melhor e outro que voa nos minutos em que é usado. Essa decisão deverá ser tomada por Felipão para a partida do Brasil contra o Chile, sábado, em Belo Horizonte, pelas oitavas da Copa do Mundo. Diz respeito aos volantes Paulinho e Fernandinho, iguais no diminutivo dos nomes, mas diferentes em seus momentos na competição. O Brasil grita por Fernandinho, que entrou contra Camarões, mudou a pegada do time no meio de campo e ainda fez gol. Paulinho é o titular e em quem Felipão “confia cegamente”, como ele mesmo disse antes da partida em Brasília, a que classificou o Brasil para a fase de mata-mata.

Ocorre que Paulinho ainda não conseguiu voltar a ser o Paulinho que a torcida esperava, que o elenco acreditava e que o treinador confiava. Continua sendo um bom jogador, mas em fase ruim.  Jogou as três partidas do Brasil sem empolgar no ataque, uma de suas especialidades, mas sobretudo sem resolver um problemão da equipe no lado direito: a cobertura de Daniel Alves. Esse lado tem sido o calcanhar de Aquiles da seleção. E agora, nas fases agudas, em que perder significa dar adeus ao Mundial, Felipão precisa avaliar todos os setores do time e suas opções, aparar as arestas e mandar a campo o que tem de melhor.

Qualquer decisão que tome, deve ser encarada como a mais séria e responsável do treinador. Para Felipão, não há essa de ‘morrer abraçado a um jogador’. Se optar pela manutenção de Paulinho é porque está seguro que esse é o melhor caminho para o Brasil contra o Chile. Sabe o que tem nas mãos, conhece profundamente seu grupo, tem ressaltado que ele é que decide, embora ouça a todos os envolvidos, e espera também que suas decisões sejam assimiladas por todos. Particularmente, engrosso o coro dos que querem ver Fernandinho no time.

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