Felipão vai ajeitando sua lista para as Confederações

Robson Morelli

24 de abril de 2013 | 16h20

Restam poucas vagas, uma na defesa, uma no meio de campo e outra no ataque da seleção. O técnico Luiz Felipe Scolari já tem seu time. Já tem os 11 para a competição de junho. Pode até imaginar esse ou aquele na posição, mas quando assumiu o lugar de Mano Menezes, ele e Parreira sabiam que precisavam montar um time logo, mesmo que tivesse depois de fazer algumas modificações, o que é perfeitamente normal. Felipão vai definindo as posições.

Bem ou mal, com tem de apresentar um time para o torcedor.

No gol, enquanto seu antecessor levou 12 jogadores para testar, Felipão resgatou Julio Cesar e vai com ele até o fim do seu contrato, até o fim da Copa de 2014, salvo qualquer problema com o próprio jogador. E o mesmo vai fazendo nas outras posições. Na zaga, Thiago Silva e David Luiz são os caras. Fernando e Paulinho parecem compor os dois homens de marcação no meio, com qualidade para avançar. Felipão vai pensando por setor para depois arrancar o máximo de cada compartimento agregado ao time.

Arisco a dizer que o Brasil terá dois meias de armação. Ronaldinho Gaúcho e mais um. Um gênio e um jogador esforçado com características de criação. Gostaria de ver Kaká nessa função. Na cabeça do treinador, o nome mais forte para ocupar a posição é o de Jadson, do São Paulo, jogando bem ou não contra o Chile nesta quarta-feira. O desempenho pontual, durantes os 90 minutos, pesa muito, mas não é o único a ser levado em conta pelo treinador.

No ataque, Fred, que tem feito gols importantes pelo time desde que Felipão assumiu o posto pela segunda vez, é o titular da 9. Gostem ou não. Eu gosto. Pato (Corinthians) e Damião (Inter) brigam para conseguir convencer o chefe de que também merecem estar no grupo. Damião e Fred são jogadores que se equivalem. Pato joga mais fora da área. Pode ser uma opção diferente. Neymar vai ser sua grande aposta. O atacante do Santos é tudo o que ele tem de espetacular para tentar equilibrar o jogo contra rivais mais bem montados, casos de Itália, Inglaterra e, sobretudo, Alemanha. E ainda tem a Espanha nesse grupo.

Todas essas são seleções mais prontas que a do Brasil nesse momento, com esquemas táticos definidos e jogadores que já sabem o que fazer no grupo, e sem abrir mão de suas qualidades individuais.

Para quem ainda tem dúvidas, Felipão vai montar o Brasil das Confederações e da Copa de 2014 nos moldes do Brasil campeão do mundo em 2002. Com dois ou três zagueiros, dois volantes, dois meias e dois atacantes. Vai se valer do talento de Neymar, da inteligência dos meias, do faro de gol de Fred e da empolgação da torcida.

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