Fernando Diniz já tem seu futuro definido no São Paulo, e não fica após a eleição para substituir Leco

Fernando Diniz já tem seu futuro definido no São Paulo, e não fica após a eleição para substituir Leco

Goleada de 4 a 1 sobre o Flamengo não muda o destino do treinador no Morumbi após o pleito para presidente

Robson Morelli

02 de novembro de 2020 | 16h00

Nenhuma dos dois candidatos à presidência do São Paulo assume o técnico Fernando Diniz para sua gestão, cujo prazo é de três anos a partir de janeiro. Roberto Natel e Júlio Casares estão em campanha dentro do Morumbi. Um dos dois ficará no lugar do presidente Leco, que montou toda a diretoria de futebol do clube, com Diniz no comando. Ocorre que o treinador já esteve para deixar o cargo, mas foi mantido por Raí quando Leco estava internado com covid-19. E ele foi ganhando confiança e acertando a mão. No último mês, o São Paulo foi um time regular no Brasileirão e eliminou o Fortaleza na Copa do Brasil, mas não conseguiu se garantir na Libertadores e agora tem parada dura contra o Lánus na Sul-Americana. O jogo é nesta semana, quarta-feira. Se for eliminado, o inferno-astral de Diniz volta ao Morumbi.

A boa vitória do São Paulo sobre o Flamengo por 4 a 1, como se vê, não é capaz de mudar o destino de Diniz no São Paulo. Seu contrato termina em fevereiro, no fim das competições. A troca pode ocorrer antes disso caso o São Paulo não tenha mais chances no Nacional e nas outras competições. Negociações deverão ser feitas nesse sentido. Ninguém vai mexer nele antes disso, nem Casares nem Natel. Mas nenhum deles defende a permanência do treinador.

Casares é da situação. Não é segredo que se derrete por Rogério Ceni de volta ao comando do time. Natel é da oposição. Precisará de mais tempo para tomar pé da situação e entender de onde parte. Nada que Diniz fizer parece comover os candidatos. A oposição trabalha com a promessa de dar ao São Paulo uma cara nova, segunda ela, desgastada com a gestão Leco. Casares quer fazer mais barulho. Sabe a importância disso no futebol.

Portanto, o desafio de Fernando Diniz é cumprir seu contrato e entregar um São Paulo mais forte, com conquistas, se possível. No Brasileirão, não será fácil. Mas na Copa doo Brasil e Sul-Americana as possibilidades são melhores, principalmente se o time mantiver uma regularidade. A ficha de alguns jogadores e do próprio técnico demorou para cair. Caiu quando o destino de Diniz está sacramentado.

As eleições acontecem em duas fases

  1. Os sócios do clube votam nos conselheiros deliberativos. Há 152 conselheiros vitalícios, que irão escolher outros 100 membros na segunda quinzena de novembro.
  2. Os novos conselheiros deliberativos votam no presidente, na primeira quinzena de dezembro.

 

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