Fim de linha para Muralha, Rodrigo e o árbitro fortão Daronco no futebol brasileiro

Fim de linha para Muralha, Rodrigo e o árbitro fortão Daronco no futebol brasileiro

Os três deveriam entregar suas ferramentas de trabalho: as luvas, a camisa e o apito

Robson Morelli

26 Novembro 2017 | 21h25

A temporada chega perto do fim e com ela a carreira de três personagens do nosso futebol. Ou deveria. Dois jogadores e um árbitro deveriam entregar suas ferramentas de trabalho. Refiro-me ao goleiro Muralha, do Flamengo; ao zagueiro Rodrigo, da Ponte Preta; e ao árbitro Anderson Daronco, da Fifa e do Rio Grande do Sul. Depois da rodada 37 do Campeonato Brasileiro, esses três profissionais do futebol brasileiro deveriam, na ordem, entregar as luvas, a camisa e o apito. Fim de linha.

Para Muralha é muito mais do que um momento difícil. Ele corre riscos. Não tem condições psicológicas de trabalhar, não entende o que se passa em campo, tampouco seus erros. Entrou num transe que pode lhe custar a saúde. As pessoas do Flamengo precisam tomar alguma providência e ajudar esse rapaz, nunca mais escalando-o, se possível. Ele não tem a menor condição de defender o gol de uma equipe nesse momento. Já não se trata mais de falhas puramente.

No caso do zagueiro Rodrigo, o tamanho do estrago é bem maior para o seu clube, a Ponte Preta, que foi rebaixada depois de estar vencendo por 2 a 0 o rival Vitória. Rodrigo foi baixo ao provocar Tréllez com uma dedada flagrada pelas câmeras de TV. Foi inocente e maldoso, covarde e sem inteligência, inconsequente e irresponsável. Rodrigo foi o que ele sempre foi na carreira. Afastá-lo sem qualquer despedida do futebol é mais do que ele merece. O futebol deve esquecê-lo. A Ponte jamais conseguira fazer isso. Terá de disputar a Segundona durante longos 12 meses por culpa de seu zagueiro.

Por fim, mas não menos desrespeitoso com o futebol brasileiro, é Daronco. Alguém da comissão de arbitragem deveria tomar o apito do referido juiz, como se faz na várzea quando o assoprador erra demais. Daronco e seus cúmplices, tão incompetentes quanto ele, prejudicaram o São Paulo num pênalti em que foi o jogador do Coritiba a meter a mão na bola. Jogador, por sinal, que ficou caladinho com a marcação. Daronco não viu nada e deu pênalti, porque se tivesse visto não daria. O cone de amarelo postado atrás do gol do São Paulo viu tudo, mas não teve cérebro para reagir. E se o fez, usou aquela parte cinzenta. Por sorte o São Paulo virou e ganhou. Coisa dos Deus dos futebol.

Esses três deveriam procurar outro emprego.

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