Fla-Flu na semifinal da Taça Guanabara pode dar uma alavancada no futebol do Rio

No primeiro Fla-Flu do ano, deu o time tricolor, mas agora os jogadores principais estão de volta. Vai ser diferente. Será?

Robson Morelli

12 de fevereiro de 2020 | 11h26

Com Vasco e Botafogo em condições ruins, ainda sem se acertar na temporada, faltando dinheiro e bons jogadores, e já sendo cobrados por parte de suas respectivas torcidas, sobrou para o Fluminense o desafio de encarar o Flamengo e fazer frente ao melhor time do Rio e do Brasil. Já digo aqui de antemão que as bandeiras se equivalem, que os rivais são tradicionais e que há muita história entre essas duas agremiações. Os ventos, todos sabem, sobram mais para o rubro-negro, o campeão de tudo no ano passado. Mas o desafiante faz boa campanha, tem Nenê em ótimo momento e o desafio de ganhar um jogo teoricamente impossível, dada a condição e qualidade do adversário.

Todo mundo deve ter uma boa história de um Fla-Flu. Eu tenho a minha. Quando Romário voltou para o Brasil, depois de brilhar no Barcelona e na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, saí de São Paulo, de ônibus, para ver no Maracanã meu primeiro Fla-Flu. Fui eu, o então repórter da Placar, Paulo Vinícius Coelho, que depois virou PVC, hoje na Globo, e o fotógrafo Vander Roberto. Éramos todos da Placar. Romário faria sua reestreia pelo Flamengo. Fomos direto para o Maracanã. Pena que o jogo não teve gol. Ficou num 0 a 0. Mas era a volta do grande atacante carioca.

Nesta quarta, o duelo poderá também ser uma revanche do primeiro Fla-Flu do ano, vencido pelo Flu. Mas o Flamengo estava com seu time de moleques. Os titulares ainda não haviam dado as caras, como agora. O jogo pode mexer com o Rio. Tomara mexa.

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