Flamengo é o novo Vasco do futebol brasileiro: odiado pelas atitudes de sua diretoria

Clube bom de bola dentro de campo e gigante em sua história se apequena no comando de sua atual diretoria

Robson Morelli

09 de julho de 2020 | 07h00

Não faz muito tempo o presidente Eurico Miranda dava nó em pingo d’água em favor do seu Vasco, passando por cima de quem quer que fosse e olhando apenas para o próprio umbigo. Achava que era o mais esperto de todos os dirigentes esportivos e que todos os seus pares eram frouxos. Por muitos anos, o Vasco carregou em sua bandeira o asco dos mandos e desmandos de seu presidente. Era odiado por todos pelas sacanagens de sua diretoria, sempre disposta a passar a perna nos concorrentes com discursos bem construídos de uma raposa disfarçada em pele de cordeiro.

Não deu certo. Se deu, foi tudo muito passageiro.

O Flamengo toma hoje esse lugar do Vasco. Seus comandantes falam bonito e têm explicação para tudo, quando na verdade ‘euricam’ o tempo todo. Querem levar vantagem em tudo. Agem às escondidas e nos tribunais, onde, reza a lenda, sempre foram fortes. E vão passando por cima de todos. O torcedor não pode ver seu time jogar no Rio por causa do Flamengo, que “convenceu” o presidente Jair Bolsonaro a assinar uma MP que o beneficiasse, e aos outros clubes também se eles não tivessem contratos assinados com emissoras de TV e respeitassem isso. Não duvido que o Rio seja dividido hoje entre flamenguistas e não flamenguistas. Flu, Vasco e Botafogo estão contra o Flamengo. Sempre estiveram? Pode ser. Mas agora parecem juntos nesse ódio ao Rubro-Negro.

Quando começar o Brasileirão, se já estavam todos contra o Fla pelo fato de ser o time a ser batido, atual campeão, com muitos méritos dentro de campo, agora pode haver outro motivo. O Fla é o time que trama para se dar bem. Antes de passar a decisão da Taça Rio na TVFlu, o mandante do jogo, o Flamengo entrou na Justiça para que o jogo fosse transmitido em suas redes sociais, onde já cobrou R$ 10 para liberar imagens. Na hora do jogo, o Flu fez valer seu mando no Maracanã.

Há outros episódios que fazem muita gente importante no futebol e também fora dele torcer o nariz para essa diretoria do Flamengo, como a não indenização às famílias dos dez meninos mortos no Ninho do Urubu. Apenas algumas famílias aceitaram o que o clube ofereceu. Os mais necessitados ou os convencidos a colocar fim a esse episódio e tentar apaziguar a dor da perda. Trata-se de uma postura pequena. O gigante Flamengo dentro de campo, com conquistas importantes em 2019, se vulgariza em suas decisões de comando. Trata a todos os seus concorrentes com desdém e trabalha unicamente para seu próprio benefício e não para a grandeza dos torneios e do futebol brasileiro. Feito o Vasco no passado.

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