Flamengo ganha três taças, mas elas não são nem de longe o que o time quer na temporada

Flamengo ganha três taças, mas elas não são nem de longe o que o time quer na temporada

Taça Guanabara, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana não estão na lista de principais torneios a vencer de Jorge Jesus

Robson Morelli

27 de fevereiro de 2020 | 11h44

Não sou daqueles que rasgam dinheiro, tampouco que viro a cara para conquistas do meu time. Mas não entendo que esses três títulos do Flamengo sejam para tanto. É um bom começo, sem dúvida. Ganhar torneios que se colocam à sua frente é importante para dar confiança e alegria para a torcida. Nem pense que seja desdém. Mas essas três conquistas. Taça Guanabara (primeira fase do Campeonato Carioca), Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana não estão na lista das principais metas do técnico Jorge Jesus para 2020.

Estou com o português quando ele diz que o Flamengo olha e mira coisa maior. Refere-se à Libertadores, ao Mundial de Clubes, Brasileirão… Estadual e torneios de dois jogos não matam a fome deste Flamengo, que entendo ser melhor neste ano do que foi no ano passado. Há novos jogadores e jogadores mais entrosados. As conquistas também levam dinheiro para a Gávea, cerca de R$ 9 milhões até agora. Nada mal. Mas vejo esse Flamengo muito mais ambicioso, com muito mais apetite.

O único senão é ainda não ter acertado sua “dívida” com as famílias dos dez meninos mortos no Ninho do Urubu. Deve isso às famílias e à sociedade. Não há flamenguista que não concorde com isso. As informações dão conta de que as partes jurídicas ainda negociam.

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