Fred salva a seleção após vareio diante da Rússia: 1 a 1

Robson Morelli

25 de março de 2013 | 19h14

Escrevi no último post que  a seleção brasileira começava a se impor. Foi depois de ver o jogo contra a Itália, empate por 2 a 2. Confesso que vi naquela apresentação um Brasil mais encorpado e sabedor do que fazer com a bola nos pés. Tomei muita cacetada do leitor, que não concordou comigo. Respeito todos os comentários. Mas continuei achando que a seleção tinha ido bem. Apostei que diante da Rússia, o Brasil encaixaria, finalmente, uma vitória sob o comando de Felipão.


E… quebrei a cara. A seleção jogou mal de novo, entrou na correria dos russos, não mostrou o mesmo padrão que vi diante dos italianos e só não perdeu porque Fred, que quase não tocou na bola o jogo todo, aproveitou jogada de Marcelo e Kulk pela esquerda e empatou. Não perdeu, como foi diante dos ingleses na reestreia de Felipão, mas jogou mal, sem criatividade e com a defesa tomando um suador danado. Se o empate contra a Itália tinha ficado de bom tamanho, apesar de o rival ter jogado melhor o tempo todo, a mesma igualdade (1 a 1) contra os russos teve sabor mais amargo.

Esperava sim uma vitória. E desta vez, não fiquei com a impressão de que o time tenha jogado bem. Portanto, dou a mão à palmatória e reconheço que o caminho é longo ainda. O problema é que não há mais prazo para fazer essa equipe jogar bem. É isso que incomoda o torcedor, a todos que gostam de ver a seleção em campo.

Ganhar ou perder, embora parece que não ganhamos mais, é do jogo. O que precisa acontecer é evoluir a cada rodada, a cada amistoso, a cade vez que Felipão reúne seus atletas. O próprio treinador reconheceu que o Brasil não saiu do lugar do jogo da Itália para esse diante dos russos. Acho até que o time andou para trás.

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