Gabigol não pode ficar no banco do Flamengo, que avança no Brasileirão pelo elenco que tem

Técnico do time da Gávea, Domènec Torrent, muda muito a formação e isso não agrada a jogadores brasileiros; fica a dica

Robson Morelli

05 de setembro de 2020 | 19h15

A dica para o treinador espanhol Domènec Torrent é que jogador brasileiro não gosta de rodízio no elenco, pelo menos os bons ou aqueles que resolvem partidas, como o atacante Gabigol. Certo ou errado, Dome deve saber disso para não ter sua permanência no País encurtada por falta de informação. Gabriel Barbosa não estava contente no banco do Flamengo na partida deste sábado contra o Fortaleza, de Rogério Ceni. Quando entrou, jogou bem e fez o gol da vitória por 2 a 1. Pronto. Arrumou combustível para “exigir” sua condição de titular. E o treinador conseguiu uma dor de cabeça.

Ao fim da partida, Gabigol deixou o campo com cara de poucos amigos e foi consolado por dirigente do Flamengo. Sacaram que ele não estava feliz com o banco. Ótimo. Porque jogador que fica satisfeito com a reserva não era para ser jogador. Não quero nem no meu time de várzea.

Ocorre que todo treinador que troca muito a formação cai em desgraça no vestiário. Esse expediente vale muito bem na Europa, mas no futebol brasileiro ficar no banco é sinal de falta de prestígio. O jogador brasileiro pensa assim em todas as divisões. Todos reclamam do calendário e da maratona de jogos, mas ninguém quer ficar fora das partidas. É assim. Talvez isso avance um dia. Domènec não terá argumentos para continuar com suas ideias nesse sentido. Pode falar o que for, mas não será compreendido. No Brasil, não!

Com o gol de Gabriel, o Flamengo avança na tabela e já mira o topo nas próximas rodadas do Brasileirão. Faz isso graças ao seu elenco, ainda fortíssimo.

Tudo o que sabemos sobre:

futebolFlamengoGabigolbrasileirao

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: