Ganhar uma no Paulistão não dá ao São Paulo nenhuma certeza de melhora

Time bate o Bragantino, mas faz um primeiro tempo ruim e conta com erros do adversário

Robson Morelli

04 de março de 2019 | 14h51

O futebol não pode viver um “céu e inferno” a cada rodada. Nem tudo está perdido na derrota, tampouco arrumado após uma vitória. Por isso que digo que o São Paulo ainda não tem nada para comemorar. Os três pontos contra o Bragantino, 2 a 0, não podem valer de divisor de águas na caminhada do time do Morumbi na temporada. Calma lá com o andor. O São Paulo ganhou, mas ainda não convenceu. Não há padrão de jogo, os garotos da base são inexperientes, o time corre torto e, confesso, não vi nenhuma evolução no conjunto. Gosto, no entanto, a atuação isolada de alguns jogadores. Arboleda, por exemplo, honra a camisa que veste. Não é craque, mas orientado ajuda o time. Não desiste das jogadas e é muito esforçado.

De resto, o time ainda está bagunçado. Pior de tudo é que os dois principais jogadores do elenco, e talvez os dois mais bem pagos, Nenê e Diego Souza, estão satisfeitos com o banco de reservas. Não sei se satisfeito é a palavra certa, mas eles me parecem conformados. Mancini, que não queria ser técnico mais, trabalha com suas ideias espelhadas no que pensa Cuca, que comanda o time de sua casa em Curitiba. Para não dizer que só vi coisas ruins, o gol de Pablo foi interessante. É bom ver o atacante jogando dentro da área e tendo chances de chutar a gol. Fazia cinco partidas que o time não marcava. O jejum de gols e vitórias acabou. Isso é sempre bom para uma equipe em crise.

A sequência no Estadual vai dar ao São Paulo o termômetro de sua relação com a torcida. Em Bragança Paulista, o time comemorou com a torcida atrás do gol. Até o criticado Nenê apareceu por lá. O São Paulo ficou mais com a bola e teve 11 finalizações. Não é ruim. Mas o Paulistão é um campeonato cada vez mais fraco e sem importância, principalmente para os times grandes, com outras preocupações ao longo da temporada. Faltam três rodadas para o fim da etapa classificatória. No mata-mata, o torneio deve ficar mais interessante. Os quatro grandes, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos estão classificados ou quase lá.