Ganso precisa voltar a sorrir no futebol

Ganso precisa voltar a sorrir no futebol

Robson Morelli

15 de agosto de 2012 | 13h43

Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. O Palmeiras tem parada duríssima contra o Flamengo. Se perder, volta à estaca zero neste Brasileirão. E entra em crise. O Santos só joga amanhã, contra o Figueirense, lá. A coisa na Vila anda tão complicada também que a diretoria monta esquema especial para trazer Neymar da Suécia. Do Rasunda para o Orlando Scarpelli.

E já com Ganso no time. O futuro do meia, diga-se, andou de boca em boca enquanto ele esteve com a seleção brasileira em Londres. Ninguém sabe ao certo, nem o presidente do clube, se ele ficará na Vila. Essa história, de uma possível saída, se arrasta há meses, quase ano.

E nenhuma das partes envolvidas diz claramente o que vai acontecer. Nem o Santos nem Ganso nem os investidores do jogador. O que há é uma multa rescisória que implica num pagamento ao clube em caso de negociação.

O fato é que Ganso anda sendo maltratado no futebol brasileiro. Não diria que ele come o pão que o diabo amassou porque jogador nenhum do seu nível vive com dinheiro contado. Longe disso. Mas ele tem levado suas pauladas.
O Santos não chega a um acordo financeiro com o atleta, desses de deixá-lo em paz pelas próximas temporadas. Segundo a diretoria, sua pedida é altíssima. Aí fica essa lenga-lenga de sai ou não sai.

Com a seleção, o meia do Santos também parece ter perdido o encanto. E Mano Menezes com ele. Em Londres, Ganso foi um reserva de luxo. Não foi titular em nenhum dos jogos e sequer chegou a entrar em campo na final contra o México. Disse que estava inteiro e pronto para ajudar. A notícia de seu corte para o amistoso de hoje contra a Suécia pegou muita gente de surpresa, apostaria que até ele se surpreendeu.

Tanto foi dessa forma, um corte por decisão técnica, que o jogador já treinou no CT Rei Pelé e se coloca à disposição de Muricy Ramalho para enfrentar o Figueirense. Deve jogar, salvo qualquer outro problema fora do campo.
Ganso parece um jogador sem vontade, não de jogar, mas de representar os distintivos que carrega no peito: do Santos e da seleção (com essa comitiva que aí está). Sabe jogar, tem categoria, mas não se empolga e aí seu rendimento cai, o meia se entrega à condição que lhe é oferecida. Vira uma bola de neve. Somente ares novos são capazes de recuperar esse talento brasileiro. Se não no Brasil, que seja então na Europa.

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