Ganso vai mudar a cara do São Paulo

Robson Morelli

21 de setembro de 2012 | 12h48

Uma hora atrás, por volta das 19h, (estamos na quinta-feira à noite) o meia Paulo Henrique estava descendo para a Baixada a fim de rescindir seu contrato com o Santos e assinar novo vínculo em sua carreira, agora com o São Paulo. Ganso não ficou no mercado um único dia sequer, o que só comprova o reconhecimento ao seu talento, infelizmente desdenhado na Vila Belmiro nos últimos meses, por dirigentes e torcida.

Ganso mudará a cara do São Paulo, e não seria demais supor que o time do Morumbi tem agora a chance de resgatar os anos de glórias, quando era comandado por Raí, outro autêntico camisa 10 ou 8, que seja. Bonito, elegante de passadas largas. Ganso está machucado e muitos acreditam que sua contusão só se deu para impedir que ele fizesse a sétima partida pelo Santos e, dessa forma, não pudesse se transferir ainda nessa temporada para o São Paulo. Não seria de se estranhar se o jogador pisasse no CT da Barra Funda nesta sexta-feira sem qualquer sequêla de sua lesão.

Ganso foi maltratado na Vila porque se machucou demais, e deixou de render o que se esperava dele. Mas duvido que tenha desaprendido a jogar futebol. Dono de inteligência rara e cada vez mais rara no futebol, o meia, acredito, voltará a sorrir e a mostrar o futebol que o consagrou primeiramente com a camisa 11 do Santos e depois com a 10 de Pelé.

Ney Franco, técnico do São Paulo, já pode voltar a rabiscar seu esquema tático com o jogador no meio de campo, ou mais avançado, próximo de Luis Fabiano e Lucas, ou um pouco mais recuado, armando como um segundo volante, para fugir da marcação e ter mais espaço para pensar. Quem gosta de futebol está louco para ver Ganso feliz novamente. Ao São Paulo, que soube esperar e engolir todos os sapos desta contratação, e não foram poucos, a certeza de ter dias melhores na temporada. Ao Santos, que ficou com o que queria, os R$ 23,9 milhões, a oportunidade de, com o dinheiro, contratar outro jogador de peso para ajudar Muricy Ramalho a formar o time, competitivo que nunca deixou de ser. Ao torcedor, de qualquer bandeira, a esperança de ver nos estádios ou pela televisão um futebol mais bonito e rico.

 

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