Globo, Corinthians e CBF contra a Record

Robson Morelli

23 de fevereiro de 2011 | 10h29

 

UM ADENDO: OS QUATRO CLUBES DO RIO, CORINTHIANS E CORITIBA ROMPERAM COM O CLUBE DOS 13

O Corinthians está disposto a mostrar sua força em relação aos direitos de transmissão dos jogos das edições de 2012, 2013 e 2014 do Campeonato Brasileiro. O presidente Andres Sanches, por enquanto, briga sozinho com o Clube dos 13. Quer ser ouvido. Quer uma fatia mais gorda para sua bandeira, que já recebe a parte mais significativa da divisão da receita da tevê. Tem outros interesses amarrados.

No português claro e reto, esse mesmo que Andres usa, tudo é uma questão de grana. É só o Clube dos 13 abrir os cofres e oferecer mais para o Corinthians e tudo se resolve. Claro que para fazer isso, o presidente do C13, Fábio Koff, terá de penalizar alguns dos outros 19 participantes da competição.

A situação é simples: haverá uma verba e ela será dividida entre os clubes participantes. Para dar mais pra um, tem de tirar de outro. Simples assim.

Como o Clube dos 13 já avisou para a Globo e Record, que manifestaram interesse em mostrar o Brasileiro nos próximos três anos, que a cota vai subir e muito (fala-se em R$ 1 bilhão por temporada), Andres Sanches sabe que a mordida dos times vai crescer junto. Mesmo sem saber quanto vai receber, já pediu mais. 

Ocorre que por enquanto ele está sozinho nessa. Precisa de outros. Precisa de um Flamengo, por exemplo. E de outros mais para rachar de vez e fazer valer suas prerrogativas. Entenda-se dinheiro. Nos bastidores, o que se comenta é que o Corinthians está com a CBF, inimiga do C13, e com a Globo, temerosa de perder os direitos de transmissão para a Record. Por trás disso ainda há os patrocinadores, que preferem ter seus produtos mostrados na Globo.

A Record apresenta uma mudança e toda mudança provoca ansiedade e apreensão. O Clube dos 13 garante que vende o campeonato para quem pagar mais. A CBF, não é de hoje, está louca para meter a mão nisso e tomar ela essas decisões: das transmissões. Os clubes, como o Corinthians, só pensam em lucrar, que é legítimo também.

No caso do Corinthians ainda há uma terceira complicação. A CBF, que tem a Globo como parceira, viabiliza a construção do estádio em Itaquera. Está tudo muito bem amarrado. Andres só está fazendo pressão por vislumbrar a possibilidade de a Record ganhar essa parada. Nada contra a Record. Mas se uma nova emissora tomar conta do Brasileiro nos próximos três anos, a Globo ficará enfraquecida, e respingará na CBF, que é unha e carne com o Corinthians.

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