Guerrero, e todo esportista, precisa ser exemplo para os mais novos

Guerrero, e todo esportista, precisa ser exemplo para os mais novos

Não tem como sair desse lugar-comum no esporte. Nossas crianças querem ser esses caras

Robson Morelli

08 de dezembro de 2017 | 11h55

O atacante Guerrero, do Flamengo, foi punido por um ano por causa do uso de substâncias proibidas, no caso dele, as chamadas drogas sociais. Essa concepção de “droga social” nada mais é do que o uso de substâncias que dão barato nas noites e baladas. Guerrero apenas negou o uso de cocaína. Não foi explicado ainda como a tal substância proibida vinda da folha de coca foi parar na sua urina e, depois, no seu exame antidoping. Ele participou do julgamento e disse, na ocasião, estar otimista com uma decisão positiva. Não teve.

Ele foi pego no doping em partida do Peru com a Argentina nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Como era competição da Fifa, as regras para o julgamento são da entidade com sede em Zurique. O tribunal tem sido duro com casos de doping. Seus membros não se convencem de que o esportista se valeu de drogas sem querer, sem saber, por engano.

Não faço aqui o julgamento de ninguém, mas é inegável que um esportista precisa se cuidar nesse sentido, evitar os tropeços e se afastar de qualquer possibilidade de sedução. Drogas e esportes não combinam. Isso é clichê dos mais antigos, mas vale e sempre valerá. Nossa história esportiva já teve inúmeros casos de atletas que caíram nessa, estragaram vida e carreira pelo prazer momentâneo. Mais que isso, esses caras são exemplos para os nossos filhos. Se não o são na concepção da palavra, sabem que nossas crianças querem ser como eles. Portanto, bem ou mal, querendo ou não, são exemplos para torcedores, adultos e crianças. Quem não gostaria de ser Guerrero, atacante do Flamengo, do Peru, do Corinthians?

O tribunal entendeu que Guerrero é culpado. Terá, portanto, de pagar sua pena em ano de Copa do Mundo, em ano em que o Peru se classificou para o Mundial da Rússia. E ele não estará nesse time em 2018. Certamente, nada do que fez valeu a pena a ponto de tirá-lo de uma Copa. Nada.

Tudo o que sabemos sobre:

FlamengoGuerrerofutebol

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.