Henrique é grosso, mas consegue minimizar sua condição com gols importantes no Palmeiras

Com 13 gols até antes da partida com o Grêmio, atacante é um dos artilheiros do Brasileirão

Robson Morelli

10 de outubro de 2014 | 18h35

O corpo meio envergado para frente passa  a imagem de um atacante ‘molão’, lento e sem agilidade. Sua técnica também não é das mais afinada, para não dizer no bom português que ele é grosso. Mas Henrique, atacante do Palmeiras, consegue superar suas deficiências com gols importantes e boa dose de suor. Henrique ganhou em campo, de meias arreadas, o respeito do torcedor.

Precisa melhorar muito para entrar na história centenário do clube, conseguir ser lembrado depois de ter o ciclo encerrado no Palmeiras, mas é inegável que nesta temporada ele é um dos principais jogadores do time, que ainda não está livre do fantasma do rebaixamento e luta, rodada a rodada, para se afastar da Z-4. Henrique é peladeiro, caneleiro, sem técnica. Às vezes, tira o torcedor do sério quando vai dominar uma bola.

Henrique mexe com os sentimentos do palmeirense. Da mesma forma em que erra jogadas fáceis, é capaz de dominar a bola na área e encher o pé para fazer o gol da vitória, festejar com os companheiros, renovar a esperança do clube e de sua comunidade. O gol marcado contra o Botafogo, seu 13º no campeonato, na vitória de 1 a 0, foi dessa maneira. Um golaço. E mais bonito que o feito, foi sua importância para o Palmeiras. Henrique é titular de Dorival Junior, com todos os seus defeitos, mas também com algumas boas virtudes.

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