Jorge Henrique nunca será Raí

Robson Morelli

25 de setembro de 2010 | 14h59

A fase de Jorge Henrique é boa. Mais cedo ou mais tarde, o corintiano vai acabar sendo lembrando por Mano Menezes. Sua cabecinha, no entanto, continua a mesma, assim como é fraco o trabalho das pessoas que o cercam, como assessores e amigos. Pena que um jogador tão importante para o seu clube não tenha a mesma responsabilidade fora de campo. Poderia ser mais homem e menos moleque. Aliás, o futebol de São Paulo está cheio de meninos mimados e despreparados. Há poucos homens de verdade. Hoje, por acaso, encontrei Raí numa banca de jornal. Apresentei meus filhos a ele e ele, educadamente, trocou algumas palavras com a Marina. Também o vi dando autógrafo numa camisa da Seleção. O torcedor comum, seja são-paulino ou de qualquer outras cores, jamais vai se esquecer de Raí. Já de Jorge Henrique, que costuma marcar compromissos e não aparecer, mais cedo ou mais tarde vai cair no esquecimento e ninguém saberá que um dia ele foi um jogador bom de bola. Uma pena. Pra ele.

O leitor do JT teria neste domingo uma boa entrevista com o atacante corintiano. Mas, depois de marcar com o repórter Vitor Marques, o jogador simplesmente não apareceu para o bate-papo de 10 minutos após o treino do sábado. É mais um Neymar que acha que pode fazer o que quer. No tal futebol profissional que os clubes pregam não cabem mais atitudes como esta. Um clube que se propõe ser grande, com um presidente respeitado, deveria  controlar melhor a agenda de seus funcionários. Afinal, é o nome do Corinthians que está em jogo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.