Jorginho agora cria caso com o hino brasileiro em ‘modo Palmeiras’ no Allianz Parque

Jorginho agora cria caso com o hino brasileiro em ‘modo Palmeiras’ no Allianz Parque

Treinador começou a atacar o time paulista pelo técnico português Abel Ferreira, com tons de preconceito: agora cisma com o que chama de desrespeito dos palmeirenses com o Hino Nacional

Robson Morelli

22 de junho de 2022 | 15h12

Depois de atirar algumas pedras no técnico português Abel Ferreira em assunto que não lhe pertencia, quando o Palmeiras ganhou do Atlético-GO, pelo Brasileirão, o técnico Jorginho agora resolveu pegar no pé da forma com que a torcida do Palmeiras canta o hino nacional nos abres das partidas no Allianz Parque. Ele disse, em outras palavras, que cantar “Meu Palmeiras, meu Palmeiras…” é desrespeitoso com o País e suas tradições.

Foto: Atlético-GO

Faz anos que a torcida do Palmeiras canta o hino de forma peculiar, reverenciando o hino do clube durante o Nacional, mudando a letra oficial e cantando “meu Palmeiras” no tom da música do maestro Francisco Manoel da Silva. Trata-se da mesma marcha que dom Pedro II ouvia nas cerimônias oficiais. Ela foi concebida por volta de 1830. A torcida do Palmeiras fez a sua adaptação e resolveu saudar o time nos jogos em casa. O hino é tocado em todas as partidas do futebol brasileiro.

Jorginho entende que é um “desrespeito”, que no seu tempo o Hino Nacional era coisa mais séria. Demorou para ele se manifestar e para mim isso tem a ver com o sucesso de Abel e do time na temporada. Ele foi acusado de preconceituoso com o treinador estrangeiro. Deve entender que Abel Ferreira toma emprego de brasileiros no futebol. Se for isso mesmo, é mesquinho demais para quem já foi auxiliar de Dunga na seleção brasileira em uma Copa do Mundo e campeão mundial.

A torcida do Palmeiras não vai mudar seu jeito de receber o time em casa por causa de Jorginho. Mas tenho certeza que ele se torna pessoa non grata no Allianz Parque. Parou no tempo. Não consegue fazer um trabalho consistente, tampouco parar no cargo. Deu agora para expor pensamentos retrógrados e preconceituosos, tudo o que o futebol combate há anos sem sucesso.

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