Lá vai o Pato… Lá vem Jadson

Robson Morelli

06 de fevereiro de 2014 | 14h14

Nessa troca entre Pato e Jadson, o Corinthians sai ganhando dentro de campo. Hoje, penso que Mano Menezes terá mais facilidades para fazer o meia Jadson jogar do que seu colega Muricy Ramalho em relação ao atacante Alexandre Pato. Jadson me parece mais envolvido com sua profissão. Nas vezes com que falei com ele, senti sua vontade de vencer na vida, embora também tenha achado, por vezes, que ele se vende mais do que é.

Jadson é um bom jogador . E só. Teve uma fase boa no próprio São Paulo, quando também passou a figurar na seleção brasileira. Aí se perdeu. Nunca mais se reencontrou e foi definhando até sumir. A chegada de Ganso e a decisão acertamente de o São Paulo voltar suas atenções para a recuperação do ex-meia do Santos também contribuíram para a perda de espaço de Jadson. Mais que isso: para a perda de sua confiança.

Nas mãos de Mano, Jadson tem tudo para se reencontrar. Primeiro, porque chega a um clube em que nada pode piorar. A fase é ruim, o time não joga e a torcida só faz brigar. Aquele time campeão do mundo também não existe mais. O cenário é perfeito para Jadson mostrar serviço e reaparecer. O setor de criação do Corinthians também deixa a desejar. Já não era bom, apesar do entrosamento, mas ficou pior com o desinteresse de Douglas, que já foi para o Vasco, e a apatia de Danilo. Por isso, penso que o Corinthians saiu ganhando nessa troca.

Não entro no mérito financeiro. Até porque acho um absurdo clube pagar salário de jogador que não está no elenco. E o Corinthians vai pagar metade do salário de Pato: R$ 350 mil.

Posso estar errado, tremendamente errado em relação ao atacante. Pato é um garoto de 24 anos, que já fez coisas importantes no futebol. Muito mais que Jadson. Ocorre que Pato precisa de ajuda psicológica. Ele é fraco mentalmente. Tudo na sua vida começou cedo demais, o futebol, a fama, as mulheres. Pato voltou da Itália sem grandes ganhos culturais e intelectuais em relação a jogadores brasileiros que nunca deixaram o Brasil.

Temo também que ele não mostre a Muricy vontade de dar a volta por cima, como deixou de fazer também no Corinthians. Pato sempre me pareceu conformado com a situação, com a reserva, com a fase ruim. Nunca vi em seus olhos gana para vencer. E todo mundo sabe que Muricy valoriza jogador que briga por um prato de comida. Se Pato entender isso rapidamente, e for bem recebido pelos ‘cardeais’ do vestiário, quem sabe não dá certo. O futebol é uma mãe para todos.

[poll id=”101″]

Tudo o que sabemos sobre:

são paulo fc; corinthians; pato; jadson

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.