Leco se coloca como terceira via nas eleições do São Paulo

Robson Morelli

27 de setembro de 2013 | 13h43

O fato de o presidente Juvenal Juvêncio ter escolhido seu sucessor no processo eleitoral do São Paulo não muda em nada o que pensa Leco, vice e até então braço-direito do presidente tricolor. O dirigente não aceita a nomeação de Carlos Miguel Aidar para concorrer pela situação no clube. Para Leco, Aidar é um conselheiro importante na vida do São Paulo, mas “totalmente” ausente, com outras preocupações até então. “Sinto-me muito à vontade para dizer que pretendo ser sim a terceira via nas eleições do São Paulo, mas que também vou brigar para ter meu nome indicado pelo presidente (no caso, tirando Aidar da jogada), porque falei isso diretamente para o Juvenal, demonstrando toda a minha indignação com sua escolha.”

Leco lidera um grupo forte e também importante no Morumbi. Desde que Juvenal optou por Aidar, ele tem recebido manifestações dos dois lados nos bastidores do clube. Uma parte pede para que ele repense sua mágoa e ajude a eleger o ‘escolhido’. Outra parte, segundo ele maior que a primeira, o empurra para o pleito, de modo que ele já se convenceu de que deverá participar das eleições em abril do próximo ano. É claro que nas costuras normais de um processo eleitoral, Leco pode se convencer a desistir. Ocorre que no momento ele não admite essa possibilidade.

A mágoa é com Juvenal Juvêncio, que o afaga há 12 anos, mas que preferiu por outro para poder ‘pagar’ uma dívida eleitoral. Aidar foi responsável por viabilizar o terceiro mandato de Juvenal Juvêncio. Como sua terceira eleição não era possível pelas regras do estatuto do clube, Aidar tratou de ‘mudar’ o estatuto e conseguir levar a discussão até agora. Sua indicação, segundo Leco, tem mais a ver com isso tudo do que com o envolvimento de Aidar nas coisas do São Paulo.

Leco espera que os cardeais do Morumbi repensem a decisão de Juvenal, retirem a candidatura de Aidar e levem seu nome para as urnas, de modo a enfrentar a oposição sem expor o racha que o São Paulo enfrenta atualmente. Se isso acontecer, o pleito no Morumbi não terá três vias. Mas só se isso acontecer.

UM DIA VOU FALAR ISSO PARA ELE
Essa é para Eduardo Bandeira, presidente do Flamengo
‘É inadmissível que um clube como o Flamengo passe por situações perrenhas como tem sido nos últimos anos. Por que será que os profissionais sérios não param no clube? Refiro-me a Mano Menezes, que ficou três meses no cargo e saiu a pedido porque se via sem condições de trabalhar no futebol.”

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