Luan acorda, faz golaço e recupera um pouquinho de sua importância no Corinthians

Luan acorda, faz golaço e recupera um pouquinho de sua importância no Corinthians

Jogador está mais animado e participativo e quase suporta atuar os 90 minutos contra o São Paulo

Robson Morelli

03 de maio de 2021 | 10h00

Luan acordou. Não sei se este é o verbo certo para se referir ao novo momento do jogador do Corinthians. Certamente o torcedor entende. Aquele meia sem alma que foi extremamente criticado desde sua chegada começa a dar lugar para um meia mais animado, participativo, próximo do jogo e ligado. Tudo o que não se via quando Luan entrava em campo.

AG. Corinthians

Sua recuperação se deve às conversas com pessoas próximas, colegas do elenco e comissão técnica. Mancini, ainda ameaçado no comando do time, foi convencido pelos superiores de que deveria dar mais oportunidade ao atleta, mesmo se ele não correspondesse de imediato. O gol diante do São Paulo, um golaço, diga-se, fará bem a ele. Luan foi muito abraçado pelos companheiros como se tivesse quebrando a casca de um ovo, renascendo para o futebol.

É preciso esquecer aquele Rei da América do Grêmio, talvez esse tenha ficado para a história do clube gaúcho e do futebol brasileiro. O novo Luan só é mais participativo, por enquanto. Dá mais qualidade ao time no setor, não é um perna de pau ou apenas um jogador voluntarioso como muitos no Corinthians. É mais do que isso. Ainda chuta pouco ao gol, mas um de seus arremates acertou o ângulo de Volpi. Seus passes são certeiros, curtos, dados no pé dos parceiros. Ele tem suportado ficar quase até o fim dos 90 minutos. Isso precisa melhor. Um jogador tem de ter fôlego para um jogo e mais a prorrogação, se precisar.

Não é para o corintiano fazer festa nem comemorar nada, afinal, ficar no 2 a 2 com o São Paulo e manter a tradição de sempre ganhar ou empatar com o rival em sua casa vale pouco para esse time que faz boa campanha no Paulista, mas não boas partidas, apesar de que a deste domingo foi legal, e que não se encontrou na Sul-Americana. O Corinthians continua sendo um time fraco.

Mancini tenta sua última cartada, com jogadores mais novos e talentosos em detrimento dos medalhões. Faz isso com a conivência da diretoria. Mais uma vez, o treinador busca soluções para fazer o time jogar mais. E também para manter seu emprego.

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