Luiz Flávio de Oliveira fez tudo errado na partida entre Flamengo e Athletico-PR. E o VAR também

Luiz Flávio de Oliveira fez tudo errado na partida entre Flamengo e Athletico-PR. E o VAR também

Lambanças acontecem um dia depois de a CBF se postar de joelhos e pedir desculpas e prometer que os erros não voltariam a acontecer

Robson Morelli

28 de julho de 2022 | 10h22

Um dia depois de a CBF e a Comissão de Arbitragem pedirem desculpas por erros na primeira parte do Brasileirão e prometerem melhorar o uso do VAR e de seus operadores, o que se viu na partida entre Flamengo e Athletico-PR foi mais um festival de lambanças que prejudicaram os dois times. O Flamengo teve um pênalti não marcado, em puxada de camisa dentro da área, clássica, que poderia ter tido a ajuda do VAR. Não teve. E o Athletico reclama, com razão, de duas faltas cometidas que mereciam o vermelho: uma de Gabigol e outra de Arrascaeta.

E nenhuma delas o árbitro Luiz Flávio de Oliveira tomou a decisão correta. Se viu, fingiu que não viu. Em nenhuma delas o VAR agiu como se espera. Deixou passar. Mais uma vez as imagens não serviram para nada, a não ser para deixar o torcedor aborrecido e revoltado e provar que o problema não está, necessariamente, no equipamento, mas nas pessoas que o operam. De nada adianta ter o VAR se as decisões tomadas com ele são equivocadas.

Foto: Estadão

As duas equipes foram prejudicadas. No dia anterior à partida, a CBF se dobrou de joelhos para pedir perdão pelos erros cometidos na arbitragem. Disse que tudo está sendo revisto, e que os problemas não voltariam a acontecer. Durou 24 horas. Afastar o árbitro parece não resolver mais o desânimo dos clubes. São muitos erros. É preciso rever a permanência desses senhores no trabalho.

Como cada um é formado em um Estado brasileiro, não há um padrão entre eles. Pior. Eles atuam acuados e com medo de errar, porque agora há uma turma mais incompetente ainda nas salas do VAR tomando as decisões (erradas). Resumindo: o trabalho é uma porcaria.

Portanto, de nada vale ter VAR nas partidas se as pessoas não sabem e não entendem como ele funciona e porque elas estão ali, olhando para as telas dos monitores. São erros de concepção depois de mais de dois anos de uso. A CBF precisa intervir e parar com o VAR enquanto seus operadores não souberem o que estão fazendo. A CBF deveria dar aos árbitros a autonomia que eles tinham antes de o VAR chegar. Os árbitros entregaram os pontos e não são mais como antes. Eram fracos, mas eram melhores.

 

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