Maicon não tem o direito de deixar o São Paulo depois de tamanho investimento do clube

Por enquanto ele diz que deseja permanecer no clube

Robson Morelli

13 de junho de 2017 | 13h00

Depois de ser chamado de “Deus da Zaga” por boa parte dos são-paulinos, Maicon vive momento delicado no São Paulo. Ele não passa por boa fase, como parte de seus companheiros, e há conversas de bastidores de que ele deixaria o Morumbi. Ora, a decisão não combina com a personalidade mostrada e ‘vendida’ pelo jogador desde o primeiro dia em que vestiu a camisa do time brasileiro. Mas foi exatamente dessa forma, e cenário, que o zagueiro deixou o Porto. Maicon saiu de Portugal depois de ser criticado pela torcida por erros cometidos em campo. Não teve peito para permanecer.

Da mesma forma, o jogador, titular de Rogério Ceni, teria agora ofertas, não oficiais, de clubes da Turquia. O problema é que ele tem contrato até 2020 com o time do Morumbi. Há ainda, no meu modo de ver, uma questão moral. O São Paulo fez o diabo para contratar Maicon por dinheiro que não tinha. Costurou todas as situações até conseguir o contrato do jogador. Portanto, teve muito empenho nesse sentido. Pular fora do barco agora, em meio ao Campeonato Brasileiro, quando Ceni ainda precisa se valer de pilares para desenvolver seu novo trabalho, me parece traição.

Mas estou descolado demais para não entender isso no futebol, ou para pedir envolvimento do atletas com os clubes nos dias de hoje. Não seria demais então que o jogador rasgasse seu contrato. Nada aconteceu ainda. O próprio Maicon publicou em uma de suas redes sociais que está feliz no São Paulo, e que vai encarar sua fase ruim até sair dela. Ocorre que onde há fumaça, logo aparece o fogo e como a janela da Europa está aberta, ou vai abrir em breve, não descarto a possibilidade de negócio. E todos nós sabemos também que quando jogador que ir embora, não há contrato que o segure no clube. Pelo menos não no Brasil.

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