Mais do que nunca, Tite precisa ganhar os amistosos contra Rússia e Alemanha

Serão testes de fogo sem Neymar e diante de rivais importantes no cenário do Mundial

Robson Morelli

21 de março de 2018 | 14h04

Tite levou o Brasil para a Copa da Rússia e merece por isso os votos de confiança à frente do time. Mas como tudo nesse País acaba rapidamente, o crédito que o treinador tem talvez zere nos dois próximos compromissos da seleção na Europa. Entendo que os amistosos contra Rússia e Alemanha são importantíssimos nesta caminhada. Ganhar da Rússia é mais fácil, mesmo a despeito de atuar na cada do anfitrião do Mundial. Isso tem um peso, mas o Brasil é superior tecnicamente. Não tenho dúvidas disso. Talvez ninguém tenha.

REUTERS

Ocorre que a seleção terá de se virar sem Neymar, machucado. E aí o time de Tite torna-se bem mais comum. Os bons jogadores do Brasil também são bons porque têm Neymar do lado. Fazem boas temporadas na Europa e se destacam na seleção muito porque confiam no camisa 10 do PSG. Tite acabou com a Neymardependência, mas ela existe. O craque, terceiro melhor do mundo, brilha e leva brilho a todos ao seu redor. A seleção ainda precisa de Neymar, e talvez sempre vá precisar. Ele é único nesse cenário. Os outros são todos bons jogadores. Neymar é diferente.

Daí a importância de sua presença e da necessidade de ver o time sem ele. A condição é diferente de uma simples ausência porque todos sabem que ele só voltará na Copa. Não enfrenta a Rússia tampouco a Alemanha, em Berlim, dias pra frente. O segundo amistoso é pior. Claro, será a primeira vez depois do 7 a 1. Se perder de novo, vão falar. Se ganhar, vão falar que era amistoso e não valia muito. Mas é melhor ganhar do que perder. Tite sabe disso. Os jogadores também. O elenco tem tudo mapeado para o Mundial. Sabe que não será um amistoso a colocar o trabalho por terra. Mas a torcida vai ficar ressabiada. Ah, vai!

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