Mais vale ter um bom jogador ganhando muito que muitos atletas ruins ganhando mais ou menos

Robson Morelli

08 de dezembro de 2010 | 15h29

Outro dia fiquei ouvindo três rapazes discutindo Ronaldo. Cada um dia seu argumento para o Fenômeno. Todos concordavam que ele está redondo, fora de forma, mas que ainda prende a atenção de um ou dois zagueiros. Também comentaram a montanha de dinheiro que ele leva para o Corinthians. Contra isso não havia argumento.

O grande desafio dos clubes de São Paulo nesta virada de ano é limpar sua folha de pagamento. Nem digo baixar os valores. A expressão é limpar mesmo. Palmeiras e Corinthians, sobretudo, têm muitos jogadores no elenco que não merecem estar lá. São jogadores peso-morto para o time, que nunca são usados e ainda ganham salários de R$ 70 mil, R$ 120 mil, R$ 170 mil por mês. É o caso do corintiano Souza. No Palmeiras também tem uns cinco, seis nessa mesma condição. De custo-benefício altíssimo para o clube.

O torcedor, cada vez mais bem informado, sabe quem dá lucro e quem da prejuízo para seu time. Ele não engole mais contratações equivocadas e contratos longos.  Sabe ainda que mais vale se acertar com um bom jogador por R$ 400 mil mensais do que quatro atletas sem importância por R$ 100 mil cada. Para fazer volume, o clube se vale dos meninos da base. E aí o assunto chega no exemplo de Adriano. Se mandar uns três embora, tanto Corinthians quanto Palmeiras têm condições de pagar um salário maior para o atacante da Roma, que sabe fazer gols e vai ser importante para o clube ao longo da temporada, mesmo com todos os seus problemas pessoais.

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