Melhor do Palmeiras nas semifinais não podia ser Jailson. Há algo errado, portanto, com o time

Melhor do Palmeiras nas semifinais não podia ser Jailson. Há algo errado, portanto, com o time

Palmeiras jogará sábado primeira partida da decisão do Estadual porque na próxima terça tem Libertadores

Robson Morelli

28 de março de 2018 | 17h33

O Palmeiras chega à final do Campeonato Paulista após duas partidas fracas diante do Santos. Somando os 180 minutos, não seria demais afirmar que o time da Baixada, comandado por Jair Ventura, foi melhor do que o finalista. Pior. O melhor jogador do Palmeiras não podia ser o goleiro Jailson, porque isso só confirma que tem alguma coisa de errado com o time. Fosse Dudu, William, Keno ou qualquer outro, a situação seria diferente. Vale lembrar que o goleiro só estava em campo nessas partidas porque se beneficiou de liminar na Justiça Desportiva, uma vez que estava suspenso. A liminar é uma manobra legítima, mas, no meu modo de ver, imoral. O Palmeiras foi beneficiado por isso. Jailson fez a diferença.

Enquanto esse time carregar nos ombros o peso de sua folha salarial e do investimento de sua diretoria e parceira, ele nunca vai ter tranquilidade para atuar sem pressão. Esse elenco também precisa aprender a decidir, a jogar melhor os jogos importantes. O Palmeiras foi muito bem na segunda partida contra o Novorizontino, mas penou para superar o Santos, e só conseguiu fazer isso nos pênaltis. A falta de regularidade do Palmeiras neste Paulistão pode lhe custar na sequência da temporada, afinal, Libertadores e Campeonato Brasileiro cobram bem mais de seus participantes.

O Palmeiras precisa aprender a decidir. Dudu e companhia precisam aparecer mais em partidas importantes. Falta ousadia. A preparação física também tem de melhorar. Há jogadores que não conseguem terminar os 90 minutos, e pedem para sair antes por falta de fôlego.

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