Muricy puxa a fila dos comentaristas que deixam a TV e voltam para o campo, mas não está sozinho

Muricy puxa a fila dos comentaristas que deixam a TV e voltam para o campo, mas não está sozinho

Robson Morelli

07 de dezembro de 2020 | 16h25

Existe um pensamento comum de que treinadores e jogadores, quando param, podem ser bons comentaristas de TV. Podem e alguns são mesmo. Não perco um comentário do Casagrande, admiro o jeito simples de Muricy ver futebol e fico de queixo caído com as broncas de Neto. Há muitos outros. Defendo, no entanto, que esses profissionais que já estiveram dentro das quatro linhas e sabem se comunicar deveriam ensinar, estar nos clubes brasileiros em posições de liderança. Sempre disse que gostaria de ver Muricy trabalhando com a base. Ele puxa a fila dos comentaristas-boleiros que deixam a TV para voltar ao campo. Já não era sem tempo. Ganha o futebol.

 

O futebol está precisando de todos que podem ajudar a melhorar sua condição. Alex, meia do Palmeiras e Cruzeiro, faz o mesmo. Deixa a ESPN Brasil para tentar a carreira de técnico. A experiência que esses profissionais acima da média tiveram é fundamental para  formação de atletas, gestão de clubes, comando de vestiário. São mais úteis no campo do que na TV.

O Cruzeiro também se acertou com Belletti, que foi comentaristas do SporTV  e agora defende o clube mineiro fora do Brasil, numa espécie de embaixador do Cruzeiro na Europa e Ásia. Há muitos outros em condições de fazer o mesmo. Ronaldo Fenômeno era comentarista da Globo na Copa. Vivia com voz de quem havia acabado de acordar. Agora, é presidente de clube na Espanha, o Valladolid. Seu nome e carreira levam muito prestígio ao elenco. Poderia ajudar no futebol brasileiro também. Há muitos ex que poderiam ser lembrados.

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