Muricy tem um quarteto chave no São Paulo: Ceni, Ganso, Jadson e Luis Fabiano

Robson Morelli

11 de setembro de 2013 | 14h59

Muricy fez o que se esperava dele em sua apresentação no São Paulo. Chegou cedo, mas mais cedo ainda despedia-se Paulo Autuori do clube. Quando Muricy chegou, o clima mudou. A tristeza pela situação do São Paulo na tabela do Brasileirão e a saída de um treinador que não conseguiu ajeitar o time nem tirá-lo da zona da degola deram lugar à esperança que se renova com o novo chefe. Muricy voltou apertando a mão de todos no CT, do jardineiro ao porteiro, passando pelos membros da comissão técnica e jogadores. Fez nesse primeiro dia o que se esperava dele: apostar tudo, diria até cegamente, no elenco que agora volta para suas mãos. Autuori também fez isso, diga-se.

Reconfortou o goleiro Rogério Ceni, o que mais tem sofrido com as derrotas sobretudo por também ser personagem desses resultados ruins, e tratou de apontar o caminho: trabalho. Muricy ainda não tem a solução para todos os problemas do São Paulo dentro de campo, e a bem da verdade, sua chegada não muda nada nos jogadores a não ser o astral com mais um comandante. O fato de ter trabalho no clube, claro, ajuda. Muricy conhece Rogério Ceni como nenhum outro, e também esteve com Ganso no Santos. Ele pede comprometimento de todos. Diz, como sempre, que há apenas uma saída quando a fase é ruim: focar e trabalhar. Para isso, Muricy pede que todos no elenco entendam esse momento difícil do São Paulo.

Trocar treinador de nada adianta se o time não reagir imediatamente. Essa é a visão de Muricy. O São Paulo encara a Ponte Preta na quinta-feira. Digamos, não é o mais duro dos adversários do Campeonato Brasileiro. Dá, portanto, para começar a reação neste clássico paulista. Algumas decisões também serão tomadas pelo novo técnico. Uma delas é oficializar, de novo, Ceni como batedor de pênaltis. Para isso, já deve até ter conversado com o goleiro. ‘Você é o cara’, certamente disse Muricy. O São Paulo também vai ser uma equipe mais pegadora, mais fechada, mas sem perder suas características ofensivas. Muricy também tem de resolver o que fazer com Ganso e Jadson, além de Lúcio. Em relação aos dois meias, só há um caminho: colocá-los para jogar e cobrar bom futebol. E já não era sem tempo. Sobre Lúcio, o zagueiro continua treinando separado do grupo. Acredito que Muricy tentará interceder pelo jogador, mas não tem certeza de que conseguirá. A nova era Muricy no São Paulo começou. E a missão é uma só: escapar do rebaixamento.

UM DIA VOU FALAR ISSO PARA ELE
Essa é para o Felipão, técnico do Brasil
‘Ramires e Maicon precisam estar no grupo da Copa do Mundo, mesmo a despeito da lambança do lateral no gol de Portugal em Boston. Ambos são jogadores úteis para a seleção.’

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